- Volume de stablecoins no Brasil cresceu 48.816% em seis anos, passando de R$ 739,3 milhões em 2019 para R$ 361,6 bilhões em 2025.
- Em 2025, as stablecoins movimentaram R$ 361,6 bilhões contra R$ 2,6 bilhões de Bitcoin, com o mês de dezembro registrando R$ 29,4 bilhões para stablecoins.
- O domínio das moedas estáveis ganhou força desde 2021, quando passaram a liderar o volume mensal, superando o Bitcoin de forma consistente.
- USDT respondeu por cerca de 90% do volume total de stablecoins em 2025; há outras moedas como USDC, BUSD, TrueUSD e USDP, mas com participação muito menor.
- Os principais fatores apontados são remessas mais rápidas e baratas, melhoria da experiência do usuário (inclusive com Pix) e a dolarização como prática comum, não apenas investimento.
O volume de stablecoins no Brasil atingiu 361,6 bilhões de reais em 2025, um aumento de quase 48.9 mil por cento desde 2019. Dados da Receita Federal, compilados pelo Portal do Bitcoin, mostram que a categoria lastreada em dólar domina o mercado nacional de criptomoedas desde 2021, superando o Bitcoin mês a mês.
O crescimento é gradual, porém robusto, com recordes saindo com regularidade. Em 2019, o volume foi de 739,3 milhões de reais; em 2025, passou a 361,6 bilhões de reais. A trajetória indica expansão contínua, mesmo em cenários de volatilidade no setor.
A maior parte das operações envolve stablecoins atreladas ao dólar, destacando o USDT. Em 2025, o USDT respondeu por cerca de 90% do volume total, segundo os dados da Receita. Outras moedas citadas na base são USDC, BUSD, TrueUSD e USDP.
Volume e evolução
Em novembro de 2025, o pico histórico ocorreu, com volume de 37,6 bilhões de reais. Esse valor supera em 4,5 vezes o melhor mês já registrado pelo Bitcoin no Brasil, em janeiro de 2021, com 8,22 bilhões de reais.
Segundo o executivo Fabricio Tota, do MB | Mercado Bitcoin, três fatores explicam o crescimento: remessas mais rápidas entre países, melhoria da experiência do usuário com opções como Pix para movimentação, e a dolarização como prática cotidiana, não apenas como investimento.
Contexto e impacto no mercado
As stablecoins ganharam espaço a ponto de ultrapassar o Bitcoin em muitos períodos. Em 2022, por exemplo, o volume de stablecoins cresceu 62% frente a 2021, enquanto o Bitcoin teve queda no mesmo intervalo. A relação entre as duas classes de ativos mudou, com as stablecoins movimentando várias vezes o valor do Bitcoin em alguns momentos.
A Receita Federal compila dados de exchanges domiciliadas no Brasil, de pessoas físicas e jurídicas que operam com exchanges estrangeiras acima de 30 mil reais por mês, e de transações entre pessoas físicas e jurídicas sem intermediação de exchange, também acima desse piso. Esses registros permitem traçar a dominância das stablecoins no mercado nacional.
Observa-se que o Bitcoin permanece como referência, mas as stablecoins atuam como motor de liquidez diário. Mesmo com a recuperação do preço do BTC em 2024, as stablecoins mantêm o ritmo de crescimento e ocupam posição central na movimentação financeira de criptomoedas no Brasil.
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