- Um consórcio formado pela Bouygues, Free-iliad e Orange está próximo de comprar a operadora SFR, da Altice, por € 20,3 bilhões.
- Após Drahi rejeitar uma proposta anterior de € 17 bilhões, as companhias entraram em tratativas exclusivas e têm até 15 de maio para fechar o acordo.
- Se confirmado, o negócio consolidaria o setor na França: 42% dos ativos ficariam com a Bouygues, 31% com a Free-iliad e 27% com a Orange.
- A SFR, em operação desde 1987, tem mais de 20 milhões de clientes e a operação reforça uma tendência de fusões na Europa para financiar redes.
- Drahi manteria o controle da XP Fibre (que deve ser vendida) e o cenário envolve dívidas altas e acusações de corrupção desde 2023.
Um consórcio formado pela Bouygues, Free-iliad e Orange está próximo de comprar a SFR, operação da Altice na França, por 20,3 bilhões de euros. As partes iniciaram tratativas exclusivas e têm até 15 de maio para finalizar o acordo.
A proposta é vista como uma consolidação do setor de telecomunicações francês, com a SFR sendo a segunda maior operadora no país. Se fechada, o trio dividirá o negócio entre si.
Segundo o acordo, a Bouygues ficará com 42% dos ativos da SFR, incluindo o segmento B2B; a Free-iliad terá 31%; e a Orange ficará com 27%.
A SFR opera desde 1987 e atende mais de 20 milhões de clientes. A transação, que envolve grandes operadoras, acompanha a tendência europeia de consolidação para financiar investimentos em rede.
Ainda não está claro se os reguladores franceses aprovam o acordo, dada a sua menor participação da Altice no mercado. O processo envolve aval de autoridades antitruste.
Após a venda da joia da coroa, Drahi manterá o controle da XP Fibre, unidade de fibra óptica. A possível venda busca reduzir alavancagem que pressionou seus negócios nos últimos anos.
A Altice, fundada em 2001 por Patrick Drahi, expandiu-se por TV, telefonia e outras áreas na Europa, Israel e EUA, chegando a adquirir a SFR em 2014 e a fazer ofertas por Bouygues e outras empresas.
A estratégia de Drahi ficou conhecida como engenharia de telecomunicações, com foco em ativos subvalorizados, redução de custos e expansão da base de clientes, segundo o histórico da companhia.
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