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Brasil pode ser parceiro da Alemanha em biocombustíveis e minerais críticos

CNI vê Brasil como parceiro estratégico da Alemanha em biocombustíveis e minerais críticos, com comércio bilateral podendo chegar a US$ 40 bilhões em cinco anos

Amostra de Diesel R, combustível sustentável com parcela renovável feita a partir de óleo vegetal
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  • Brasil é visto como potencial grande parceiro da Alemanha em biocombustíveis e minerais críticos, segundo a CNI.
  • Ricardo Alban afirmou que dados comprovam produção brasileira de biocombustíveis de forma sustentável e presença de outras fontes renováveis.
  • O comentário foi feito na abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em Hannover.
  • Alban destacou a importância da relação bilateral para descarbonização industrial e para o desenvolvimento de cadeias de valor com processamento e agregação de valor no Brasil.
  • Projeção: comércio bilateral com a Alemanha pode subir de US$ 20 bilhões para até US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos, com referência ao Mercosul-União Europeia.

O Brasil pode se tornar um grande parceiro da Alemanha em biocombustíveis e minerais críticos, conforme avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A afirmação foi feita pelo presidente da entidade, Ricardo Alban, na abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em Hannover, durante a Feira de Hannover, principal evento de tecnologia industrial.

Alban destacou que há dados que comprovam a produção brasileira de biocombustíveis de forma sustentável e a disponibilidade de fontes renováveis essenciais para a descarbonização da indústria global. Ele ressaltou também a importância de minerais críticos para a transição energética.

Parcerias estratégicas e visão de longo prazo

O presidente da CNI mencionou a importância da relação bilateral Brasil-Alemanha para diversos setores, incluindo minerais críticos. Segundo ele, o Brasil possui reservas relevantes e busca desenvolver cadeias industriais que vão além da exportação de recursos naturais, com processamento e agregar de valor.

Lula e Merz participaram da abertura ao lado de Alban, reforçando o tom de cooperação. A atuação conjunta deve favorecer investimentos em tecnologias, infraestrutura e inovação, com foco em cadeia de valor integrada.

Impacto econômico e metas de comércio

Alban estimou que o acordo Mercosul-UE, ainda pendente, pode abrir espaço para maior integração. Ele também projetou aumento do comércio bilateral com a Alemanha de cerca de US$ 20 bilhões para US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos, conforme cenário externo favorável.

A agenda conjunta envolve biocombustíveis, minerais críticos e tecnologia industrial, com ênfase em descarbonização e eficiência energética. As informações são baseadas em dados apresentados durante o encontro em Hannover.

Contexto regional e desdobramentos

Especialistas apontam que o Brasil pode ampliar a cooperação por meio de investimentos em processamento local e transferência de tecnologia. A expectativa é que parcerias avancem em projetos de pesquisa, desenvolvimento e demonstração de novas soluções.

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