- A governadora Celina Leão disse que o BRB já saiu do momento mais crítico e não será vendido nem liquidado.
- Ela afirmou que há conversas francas com o Banco Central, o Fundo Garantidor de Créditos e o sistema financeiro para a recuperação do banco.
- O BRB teve problemas de liquidez e de capital por causas relacionadas ao Banco Master, e houve investida de credibilidade no banco por parte de compradores potenciais.
- Existem planos para estruturar um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios com ativos remanescentes do Master e ações judiciais que podem melhorar a situação financeira, incluindo reserva de valores no Supremo Tribunal Federal.
- Leão afirmou que nunca foi consultada sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB e mencionou dificuldades de relacionamento com o ex-presidente Paulo Henrique Costa, preso na operação Compliance Zero.
O Banco de Brasília (BRB) não será vendido nem liquidado, segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Ela afirma que o momento mais crítico já passou e que a instituição continua como ativo estratégico do território.
A governadora destacou que houve entrada de nova gestão no governo e no BRB, além de uma conversa franca com o Banco Central, o FGC e o sistema financeiro. O objetivo é manter o apoio para a recuperação do banco.
Celina Leão também afirmou que o BRB foi vítima de operações com o Banco Master e que quem deixou o banco naquela condição terá de responder pelos impactos. O discurso ocorre após a troca de gestão e de encontros com autoridades em São Paulo.
Situação atual do BRB
A chefe do Executivo afirmou que a presença de interlocutores com o mercado financeiro consolidou a confiança no controlador do BRB, evitando uma venda forçada. Segundo ela, a negociação não ocorreu sob pressões de interessados externos.
Além disso, o governo do DF avalia a criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) com ativos remanescentes do Master e ações judiciais em curso. O objetivo é melhorar liquidez e capital do BRB.
Leão citou ações judiciais em curso para resguardar valores que possam reforçar a saúde financeira do banco. Ela mencionou que o saldo de curto prazo foi estabilizado e que o capital está em avaliação para recuperação.
A governadora comentou ainda sobre a relação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso na fase 4 da Operação Compliance Zero por suposta propina ligada a operações com o Master. Ela afirmou que não foi consultada sobre eventuais compras do Master pelo BRB.
Conteúdo originalmente divulgado pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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