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Compra da Serra Verde pela USA Rare Earth deve atrair investimentos, diz CEO

Compra da Serra Verde pela USA Rare Earth, por US$ 2,8 bilhões, amplia investimentos em pesquisas de terras raras em Goiás e pode dobrar a produção até 2030

Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos
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  • A Serra Verde foi adquirida pela USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, acordo anunciado nesta segunda-feira.
  • A operação deve liberar recursos para novas pesquisas em terras raras em Goiás e pode abrir caminho para uma segunda fase que, até 2030, pode dobrar a produção planejada.
  • A Serra Verde prevê produzir 6.400 toneladas anuais de óxidos de terras raras em 2027, com vida útil de mais de vinte anos; a fase dois está em estudos.
  • A empresa pretende contratar cerca de 500 pessoas a mais, totalizando mais de 1.000 funcionários no Brasil.
  • A transação amplia o acesso a tecnologias fora da Ásia e posiciona a companhia como a maior empresa de terras raras integradas fora da Ásia; a China responde por cerca de 90% da produção global.

A norte-americana USA Rare Earth anunciou a aquisição da mineradora brasileira Serra Verde, por US$ 2,8 bilhões, com foco em ampliar investimentos em pesquisas de terras raras em Goiás e na possível expansão para dobrar a produção. O negócio foi divulgado nesta segunda-feira (20) e envolve integração do portfólio da empresa em quatro países.

A Serra Verde iniciou a produção comercial em 2024 e planeja chegar a 6.400 toneladas anuais de óxidos de terras raras em 2027, com vida útil superior a 20 anos. A fusão com a USA Rare Earth deverá viabilizar uma segunda fase de expansão já em estudo, com decisão prevista até 2030.

A empresa brasileira continua sob comando de Ricardo Grossi, que afirma que a nova geração de caixa permitirá ampliar pesquisas no ativo goiano. A operação também prevê a aceleração da contratação, com a adição de cerca de 500 funcionários, elevando o total no país para mais de 1.000.

Detalhes do negócio

A aquisição integra a atuação da USA Rare Earth em mineração, processamento de minerais e fabricação de ímãs, em Brasil, EUA, França e Reino Unido. Segundo Grossi, o acordo abre acesso a tecnologias e operações fora da Ásia, fortalecendo a cadeia de valor da empresa.

A Serra Verde atualmente produz carbonato de terras raras, etapa inicial de beneficiamento. O grupo não divulga volumes durante a fase de otimização da planta por motivos comerciais. A companhia destaca que a etapa de agregação de valor ocorreu na produção do carbonato, iniciando a separação de terras raras.

Perspectivas de expansão

As metas de expansão implicam manter o curso da fase 1, com conclusão de obras e otimizações, enquanto explora caminhos para a fase 2. A decisão sobre a ampliação está prevista para até 2030, sem detalhes adicionais divulgados.

A cadeia de terras raras envolve mineração, produção de concentrados, separação de óxidos e fabricação de ligas e ímãs. A Serra Verde visa consolidar-se como a maior empresa integrada fora da Ásia, ampliando o acesso a mercados globais.

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