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Daycoval projeta IPCA de 4,6% e Selic permanece elevada em 2026

Daycoval projeta IPCA de 4,6% em 2026 e Selic de 13,0% ao ano; déficit nas transações correntes em março, com superávit de balança comercial de US$ 5,7 bilhões

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  • Daycoval projeta IPCA de 4,6% em 2026 e Selic encerrando 2026 em 12% ao ano.
  • As projeções do Focus mostram IPCA de 2026 subindo para 4,80% e 2027 para 3,99%; a Selic para 2026 também foi revisada para cima, para 13,00%.
  • Transações correntes devem registrar déficit de US$ 8,5 bilhões em março, com superávit de US$ 5,7 bilhões na balança comercial e entrada de US$ 5,7 bilhões em investimento direto no país.
  • Conta de serviços deve registrar déficit de US$ 4,5 bilhões e conta de renda déficit de US$ 9,8 bilhões.
  • No cenário externo, o conflito no Oriente Médio volta ao radar, com oscilações no preço do petróleo e impactos potenciais na inflação, no crescimento e na política monetária global; nos EUA, são esperados dados de inflação da Universidade de Michigan e de vendas no varejo.

O Departamento de Pesquisa Econômica do Daycoval revisou as projeções para a inflação e a política monetária. Para 2026, o IPCA é estimado em 4,6%, mantendo pressões inflacionárias e condições de juros altas no cenário externo.

A instituição aponta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12% ao ano, reforçando o esforço de política monetária restritiva para conter a inflação.

As expectativas de mercado, segundo o boletim Focus, também foram ajustadas. O IPCA de 2026 passou de 4,71% para 4,80%, e o IPCA de 2027 subiu de 3,91% para 3,99%. A Selic para 2026 foi revisada de 12,50% para 13,00%.

Transações correntes e saldo externo

O Daycoval destaca que a semana brasileira terá divulgação de dados de transações correntes de março. A projeção é de impacto positivo devido ao preço do petróleo, com superávit estimado na balança comercial de US$ 5,7 bilhões.

Contas externas devem permanecer em déficit. O banco prevê déficits de US$ 4,5 bilhões na conta de serviços e de US$ 9,8 bilhões na conta de renda, levando o saldo total a –US$ 8,5 bilhões em março. A entrada de Investimento Direto no País é prevista em US$ 5,7 bilhões.

Ambiente internacional e petróleo

No cenário externo, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio devem dominar a atenção. A reabertura do Canal de Hormuz trouxe alívio inicial, mas o novo fechamento da passagem elevou preocupações com oferta global de petróleo e impactos sobre inflação e crescimento.

Dados dos Estados Unidos e cenário global

Além da agenda externa, indicadores norte-americanos também aparecem no radar. As expectativas de inflação da Universidade de Michigan para abril, as vendas no varejo e a sondagem industrial do Fed de Kansas serão acompanhadas, assim como os PMIs de serviços e indústria, para avaliar o ritmo da atividade.

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