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Diesel pode permanecer caro para sempre, aponta estudo

Trégua entre Estados Unidos e Irã faz o Brent cair, mas efeito na gasolina ainda demora a chegar aos postos

Foto: Xataka
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  • Em 8 de abril, foi anunciada uma trégua temporária de duas semanas entre os EUA e o Irã, condicionada à reabertura parcial do Estreito de Ormuz, o que impactou os mercados de energia.
  • O preço do petróleo Brent caiu 13,77% após a notícia, ficando mais de US$ 15 abaixo do nível de uma semana antes, quando superava US$ 110 o barril.
  • O Estreito de Ormuz concentra cerca de vinte por cento do petróleo mundial, e o bloqueio anterior pressionou bastante os preços, que chegaram perto de US$ 146 o barril no pior momento.
  • A queda rápida do Brent foi de US$ 110 para US$ 94 em poucas horas, momento em que houve o impacto imediato nos mercados.
  • A transmissão da variação de preço para os postos de gasolina costuma ser mais lenta no sentido de recuo, pois as distribuidoras alegam estoques comprados a preços mais altos, o que retarda a queda nos preços ao consumidor.

Após a trégua temporária entre Estados Unidos e Irã, condicionada à reabertura parcial do Estreito de Ormuz, os mercados de energia reagiram de forma imediata na última semana. O anúncio ocorreu na quarta-feira, 8 de abril, e o Brent caiu 13,77%, a maior queda em nove meses, descendo para mais de US$ 15 abaixo do nível de uma semana antes. A mudança sinaliza que o choque pode demorar a se refletir nos preços nos postos.

O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio causado pelo conflito elevou o petróleo bruto a quase US$ 146 o barril em momentos críticos. Com a aproximação de negociações entre EUA e Irã para uma trégua, o preço caiu rápido de US$ 110 para US$ 94, em poucas horas.

Movimento nos mercados

O efeito de repasse de preços funciona de forma assimétrica. Aumento imediato nas bombas ocorre quando o petróleo sobe, pois distribuidoras antecipam custos maiores de abastecimento. Em queda, a correção é mais lenta, pois empresas justificam compras antigas a preços elevados.

Segundo a Bloomberg Línea, as variações nos preços da gasolina na Espanha ilustram o atraso na transmissão de quedas de custos para o consumidor final. Essa dinâmica pode manter a gasolina mais cara por tempo ainda indefinido, mesmo com quedas no petróleo.

Perspectivas para o curto prazo

Especialistas indicam que a volatilidade volta a depender de novas negociações entre EUA e Irã e da evolução do fluxo de crude pelo Estreito de Ormuz. Minorias de preço podem se manter estáveis por semanas, antes de qualquer ajuste significativo nos postos. Dados oficiais de preços ainda não mostram uma recuperação rápida.

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