- Dólar fechou em R$ 4,974, menor desde 25 de março, com mínima de R$ 4,971 e máxima de R$ 4,988.
- Ibovespa subiu 0,20%, fechando aos 196.132,06 pontos.
- Investidores acompanham negociações entre Irã e Estados Unidos; delegação iraniana viajará a Islamabad na terça para conversar com Washington.
- No domingo, Irã havia dito que não negociaria, citando exigências norte‑americanas consideradas irrealistas.
- No Brasil, o Boletim Focus aponta inflação de 2026 em 4,8% e Selic em 13% ao ano.
O dólar comercial fechou em R$ 4,974, baixa de 0,18% frente ao fim de sexta-feira, 4,988 de máxima e 4,971 de mínima. O recuo ocorreu em meio a notícias sobre negociações entre Irã e Estados Unidos. O Ibovespa avançou 0,20%, aos 196.132,06 pontos. A sessão manteve o ritmo de cautela no mercado.
A Reuters aponta que uma delegação iraniana viajará a Islamabad, no Paquistão, para negociar com autoridades dos EUA na terça-feira, 21 de abril de 2026. O movimento sugere tentativa de reativar diálogo bilateral, ainda que haja incerteza após declarações recentes.
No domingo, 19 de abril, a agência iraniana Irna informou que o Irã não negociaria devido a exigências consideradas irrealistas por Washington. No mesmo dia, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deve chegar a Islamabad com negociadores, segundo imprensa internacional.
Pelo lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, deve participar das conversas. As negociações ocorrem na véspera do fim do cessar-fogo vigente desde 8 de abril, com expiração prevista para 22 de abril, após trocas de ameaças recentes.
Na esfera brasileira, analistas revisaram projeções de inflação e juros. O Boletim Focus indicou mediana de 4,8% para a inflação de 2026, acima da meta do CMN. Economistas também elevaram a projeção da Selic para 13% ao ano.
Essa conjuntura internacional impacta o humor do mercado interno, que já ajusta expectativas diante de cenários de política externa e de política monetária. As autoridades econômicas monitoram os desenlaces das negociações para calibrar estratégias cambiais e de juros.
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