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Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+

Economia prateada movimenta R$ 2 trilhões, com idosos ativos impulsionando saúde, turismo e serviços, favorecendo negócios inclusivos

Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e caminha para ser o quinto país com mais idosos do mundo; esse público movimenta R$ 2 trilhões na economia.
  • A economia prateada envolve tanto consumidores quanto empreendedores, que precisam de lojas com boa iluminação, sinalização visível, acessibilidade, atendimento acolhedor e processo de compra simplificado.
  • Segementos com maior potencial: saúde e bem-estar (inclui academias especializadas), telemedicina, monitoramento remoto, turismo e lazer, habitação adaptada e serviços financeiros ligados à aposentadoria ativa; o comércio eletrônico entre 60+ também cresce.
  • Mel Mania, empresa de João Lopes, atende exclusivamente o público 60+, vende mel nacionalmente e capacita 112 pessoas na apicultura, gerando renda para famílias; o empreendedor classifica o negócio como social.
  • No Rio de Janeiro, o Sebrae desenvolve a economia prateada; a terceira edição do projeto já atendeu 144 pessoas, com maioria feminina, e envolve parcerias com Sesc e governo estadual para ampliar o público-alvo.

A economia brasileira mobiliza cerca de 2 trilhões de reais por meio do público de 60 anos ou mais. O Brasil soma mais de 33 milhões de pessoas nessa faixa etária e caminha para ser o quinto país com mais idosos no mundo, segundo estudo da Data8. O potencial está tanto no consumo quanto no empreendedorismo da economia prateada.

Empreendedores desse conjunto veem oportunidade em lojas com iluminação adequada, sinalização clara, acessibilidade e atendimento cordial. O Sebrae aponta que negócios que investem nesses diferenciais conquistam o público mais velho, ampliando o alcance de mercado.

Segundo a gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+ do Sebrae, o envelhecimento da população permite uma transformação estrutural, com produtos voltados à longevidade, sustentabilidade e inclusão. O foco está na funcionalidade e na experiência de compra.

O público 60+ ainda valoriza o atendimento com atenção, olho no olho e foco no cliente, segundo relatos de clientes da faixa etária e de representantes do setor. A qualidade nesse contato é apontada como diferencial competitivo para esse grupo.

Segmentos com maior potencial

Entre os setores mais promissores, saúde e bem-estar aparecem com academias especializadas, treino adaptado e foco na funcionalidade. O monitoramento remoto de saúde e a telemedicina complementam esse cenário, especialmente com a participação de cuidadores que podem atuar como microempreendedores.

Pacotes de turismo e lazer ganham relevância, principalmente viagens fora da alta temporada com roteiros culturais. Serviços financeiros voltados ao planejamento da aposentadoria ativa e moradias com acessibilidade aparecem como necessidades crescentes.

No varejo, cresce a participação de consumidores 60+ no comércio eletrônico, com demanda por maior engajamento digital. Para reduzir golpes, há expansão de iniciativas de educação digital voltadas a esse público, incluindo cursos de computação.

Exemplos de iniciativa prática

O microempreendedor João Lopes, de 54 anos, criou a Mel Mania em 2024 para atender o público 60+. O negócio vende mel em todo o país e também capacita pessoas com espaços ociosos para a produção, oferecendo suporte técnico e adquirindo a produção dos parceiros. Já foram integradas 112 pessoas à apicultura.

O Sebrae-RJ atua com o Sebrae Economia Prateada, projeto que já atendeu 144 pessoas na região. A próxima turma tem início em maio, com participação majoritária de mulheresmultissetoriais, que atuam em gastronomia, artesanato, moda, beleza e serviços de consultoria.

A iniciativa segue em parceria com o Sesc e o governo estadual para ampliar o alcance. Dados locais apontam que, em outubro do ano passado, sêniores representavam 16% dos donos de negócios no Rio de Janeiro, destacando a importância do empreendedorismo para renda adicional na faixa etária.

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