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Economia prateada reforça consumo e empreendedorismo 60+

Economia prateada movimenta 2 trilhões, impulsiona consumo e empreendedorismo entre 60+, com impactos em saúde, turismo e serviços

Empreendedorismo, negócios e outras atividades depois dos 60 anos são conhecidos como Economia Prateada
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  • Brasil tem mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e tende a ser o quinto país com mais idosos no mundo.
  • Esse grupo movimenta R$ 2 trilhões na economia, segundo estudo da Data8.
  • Segmentos com maior potencial: saúde e bem‑estar, telemedicina, turismo e serviços financeiros, além de moradias com acessibilidade.
  • O empreendedorismo sênior também cresce, com exemplos como a Mel Mania, que já capacitou 112 pessoas na apicultura e gera renda para famílias.
  • No Rio de Janeiro, o Sebrae tem a Economia Prateada em terceira edição, com 144 atendidos; participação predominante de mulheres e foco em gastronomia, artesanato, moda, beleza e serviços.

O Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e caminha para ser o quinto país com mais idosos do mundo. Um estudo da Data8 aponta que esse público movimenta cerca de 2 trilhões de reais na economia brasileira, tanto como consumidores quanto como empreendedores da chamada economia prateada.

Empreendedores sêniores ajudam a impulsionar esse cenário, oferecendo produtos e serviços alinhados às demandas de mobilidade, acessibilidade e atendimento acolhedor. O Sebrae, por meio do programa Empreendedorismo Sênior 60+, ressalta a importância de adaptar lojas, sinalização e processos de compra para facilitar a experiência dessa clientela.

A gestão nacional do programa, Gilvany Isaac, destaca que a Economia Prateada representa uma transformação estrutural da sociedade. Empresas que entendem a longevidade da população tendem a ampliar o mercado, contribuindo para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

Seguros, saúde e lazer ganham espaço

Entre os segmentos com maior potencial, a saúde e o bem-estar aparecem como prioridade, com demanda por academias especializadas e treino adaptado. A telemedicina e o monitoramento remoto de saúde também aparecem como nichos promissores, com possibilidade de atuação de microempreendedores individuais (MEI) com CNPJ.

Mercados de turismo e lazer ganham fôlego quando oferecem pacotes fora da alta temporada, com roteiros culturais e experiências voltadas a pessoas acima de 60. Serviços financeiros, como planejamento para aposentadoria ativa, também entram no radar de empresas que atendem esse público.

Acesso digital e moradia acessível

No varejo, cresce o consumo pela internet entre 60+, mas há necessidade de ampliar o engajamento digital e oferecer proteção contra golpes. Aulas de computação e educação tecnológica ganham relevância para esse grupo. Em habitação, soluções de acessibilidade em moradias também aparecem como demanda relevante.

Casos práticos: Mel Mania

No Rio de Janeiro, a Mel Mania surgiu em junho de 2024 como negócio voltado ao público 60+, com venda de mel para todo o país. O empresário João Lopes filiou-se ao Sebrae-RJ, que o auxiliou a capacitar pessoas que desejam produzir o produto, gerando renda para comunidades locais.

Ao longo do tempo, a Mel Mania já envolveu 112 produtores na apicultura, oferecendo suporte, equipamentos e, ao final, a compra da produção. O empreendedor destaca que o público 60+ representa um fluxo estável de clientes, incluindo um consumidor de 84 anos que realiza compras mensais.

Capacitação e parceria institucional

No Rio de Janeiro, o Sebrae Economia Prateada está em sua terceira edição, com início da próxima turma em maio. Até o momento, 144 pessoas já passaram pelo projeto, cuja maioria é feminina e atua em gastronomia, artesanato, moda, beleza e serviços de consultoria.

O programa é realizado em parceria com o Sesc e o governo estadual, ampliando o alcance a empreendedores sêniores. O objetivo é manter a população mais madura produtiva, atendendo a um mercado em expansão devido ao envelhecimento da população.

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