- A USA Rare Earth comprará a mineradora brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões em dinheiro e ações, com fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026.
- A transação prevê US$ 300 milhões em dinheiro e 126,9 milhões de ações novas da empresa adquirente.
- Serra Verde firmou acordo de 15 anos para fornecer 100% da produção inicial a uma empresa de propósito específico capitaneada pelos EUA e por parceiros privados.
- A mina Pela Ema, em Minaçu, Goiás, é rica em terras raras pesadas, com produção estimada de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027.
- O acordo integra a estratégia dos Estados Unidos de reduzir a dependência da China em minerais críticos, com financiamento anterior da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) de US$ 565 milhões.
A USA Rare Earth vai adquirir a mineradora brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, em uma operação que combina pagamento em dinheiro e ações. O acordo prevê US$ 300 milhões em cash e 126,9 milhões de ações novas, com conclusão prevista para o terceiro trimestre de 2026. A Serra Verde já informou que firmou um acordo de 15 anos para fornecer 100% da produção inicial ao veículo de propósito específico apoiado por fundos do governo dos EUA e por investidores privados.
A transação integra uma estratégia de longo prazo da USA Rare Earth para criar uma cadeia integrada de mineração, processamento e fabricação de ímãs. Em fevereiro, a Serra Verde fechou financiamento de US$ 565 milhões com o governo norte-americano, por meio da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), incluindo opção de participação acionária minoritária.
Contexto e importância estratégica
A Serra Verde opera a mina Pela Ema, em Minaçu (Goiás), que é rica em terras raras pesadas, especialmente disprósio e térbio. Isso a diferencia de muitos depósitos ocidentais e a coloca como uma fonte relevante para cadeias de suprimentos de alta tecnologia. A produção comercial começou no início de 2024, com perspectiva de atingir cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027.
A mineradora pertence aos fundos Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderados pelo ex-presidente da Xstrata, Mick Davis. A operação nos EUA destacou o interesse do governo americano em reduzir a dependência de fornecedores chineses de minerais críticos usados em automóveis, energia e defesa.
Perspectivas e impactos
Caso o negócio seja concluído no prazo, a aquisição consolida uma cadeia de suprimento que vai da extração ao processamento e à fabricação de ímãs fora do controle chinês. A notícia impulsionou a agenda de segurança de suprimentos de minerais estratégicos no Ocidente, com o governo dos EUA mantendo financiamentos e acordos de longo prazo para projetos relevantes. As ações da USA Rare Earth registraram variação de 8% no pré-mercado e alta acumulada de 68% no ano até o fechamento do último pregão.
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