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Estadão apura recebimento de R$ 142,5 milhões de bancos e empresas

Estadão capta 157,5 milhões em debêntures e aporte de investidores, com bancos e fundos controlados pela Galápagos e Cutrale, e possibilidade de conversão em até 38,24% do capital

O Estadão recebeu R$ 142,5 milhões de 12 empresas ou investidores ligados a elas
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  • O Estadão captou 142,5 milhões de reais de bancos, empresas e investidores em 2024, somando a isso 15 milhões dos acionistas, totalizando 157,5 milhões.
  • A captação ocorreu em duas rodadas: em março de 2024, 45 milhões de reais de debêntures vendidos a bancos; em maio de 2024, 15 milhões da Cutrale e 82,5 milhões via fundo Província (controlado pela Galápagos Capital), totalizando 97,5 milhões.
  • Participantes do investimento via fundos incluíram Cosan, Hapvida, Votorantim, Ultra, Unipar, Patria Investimentos, Galápagos Capital e JHSF, com aportes variando entre 7,5 e 15 milhões de reais.
  • Em setembro de 2024, investimentos privados podem levar à conversão das debêntures em participação societária, com participação estimada de até 38,24% do capital, mantendo o Estadão sob controle pela holding.
  • Bancos Bradesco, Itaú e Santander participaram das debêntures (cada um com 15 milhões de reais) como parte de uma reestruturação de dívida; representantes de Cosan, Ultra, Unipar, Votorantim e outras firmas não comentaram o tema.

O Estadão captou 142,5 milhões de reais de bancos, empresas e empresários em operações ocorridas em 2024. O jornal paulista completará 150 anos em 2025 e anunciou o investimento em maio de 2024, sem revelar os nomes dos investidores na ocasião.

A lista de investidores veio a público na sexta-feira, 17 de abril de 2026, por meio de uma reportagem do portal Metrópoles. O Poder360 confirmou, em maio de 2024, que o Estadão havia emitido debêntures e recebido aporte da família Mesquita, controladora do veículo. O objetivo era promover a transformação digital do Grupo Estado.

O aporte total somou 157,5 milhões de reais, com 142,5 milhões vindos de investidores e 15 milhões da própria família controladora. As operações refletem um movimento comum no mercado brasileiro, no qual veículos de imprensa recebem recursos de bancos e empresas para financiar expansão.

Investimento e composição

Os 142,5 milhões vieram de duas rodadas de captação. Em março de 2024, debêntures foram vendidas aos três maiores bancos privados do país, totalizando 45 milhões. Em maio de 2024, 15 milhões vieram da Cutrale via Debênture de Projeto de Longo Prazo, e 82,5 milhões de investimentos por meio de fundos de participação.

Diferentes participantes investiram por meio de fundos ou como acionistas diretos. Entre as empresas com aportes via fundos aparecem Cosan, Hapvida, Votorantim, Ultra, Unipar, Patria Investimentos, Galápagos Capital e JHSF, com valores entre 7,5 e 15 milhões cada. Juntas, essas entradas buscaram participação societária no Estadão.

Emissões e condições

As debêntures compradas pelos bancos Itaú, Bradesco e Santander Brasil tiveram vencimento inicial de 10 anos, com possibilidade de renovação por mais 10 anos, chegando até 2044. Existe também a possibilidade de conversão das debêntures em participação societária, com estimativa de até 38,24% do capital.

O grupo controlador manteve a maior parte da operação sob a holding, com participação econômica direta menor, em torno de 10%, mas preservou o controle estratégico do conjunto. A participação foi concentrada na Agência Estado, principal unidade operacional do Estadão.

Segunda rodada e estrutura de captação

Na segunda rodada, em maio de 2024, a Província Fundo de Investimento, controlada pela Galápagos Capital, captou 82,5 milhões para aplicação no Estadão. A Santalice Administração Ltda., controlada pela Cutrale, atuou como investidora direta. As debêntures emitidas não foram registradas para negociação em mercado regulamentado, mantendo-se em operações privadas.

Em 15 de maio de 2024, o Estadão anunciou a nomeação de Marco Bologna para o Conselho de Administração, controlador pela Galápagos Capital. O mandato dele vai até maio deste ano, com possibilidade de reeleição. Balanços recentes mostram prejuízos de 15,3 milhões em 2024 e 16,8 milhões em 2025.

Reações e posicionamentos

O Poder360 confirmou, de forma reservada, os nomes dos investidores envolvidos, apurando declarações de várias empresas. O Bradesco, Itaú e Santander Brasil destacaram que as debêntures servem a reestruturação de dívida, sem qualquer direitos societários ou influência sobre a linha editorial do Estadão. Cosan, Ultra e Unipar não se posicionaram.

O Estadão não comentou sobre o grupo de investidores. A reportagem ressalta que a participação de bancos na mídia acompanha uma tendência de financiamento por parte do setor financeiro, com impactos ainda em análise pelos veículos envolvidos.

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