- O estudo aponta que o fim da escala 6×1 pode gerar até R$ 32 bilhões em perdas para shoppings, com queda de 16% no faturamento, de 200,9 bilhões para 168,7 bilhões de reais, caso seja adotada a escala 4 por 3.
- O modelo 4 por 3 é apresentado pela deputada Erika Hilton; o modelo 5 por 2, defendido pelo presidente Lula, implicaria queda de 7% no faturamento, para 186,2 bilhões de reais.
- Os impactos também atingem a construção civil, com reajustes que podem dificultar o acesso à casa própria para famílias de menor renda.
- Em imóveis de 200 mil reais, o valor total pago subiria para 211 mil reais (40 horas) ou 222 mil reais (36 horas); 1,6 milhão de famílias ficariam fora do financiamento no cenário de 40 horas e 3,3 milhões no de 36 horas.
- Para imóveis de 500 mil reais, o financiamento subiria para 527,5 mil reais (40 horas) ou 555 mil reais (36 horas); 570 mil e 860 mil famílias seriam excluídas do acesso ao financiamento, respectivamente. A mão de obra representa cerca de 40% do custo total, elevando o custo das obras em até 11%.
O fim da escala 6 por 1 ameaça impactos financeiros para shoppings e para o setor de construção civil no Brasil. Estudo da Tendências Consultoria, em parceria com a Abrasce, aponta perdas de até 32 bilhões de reais para o varejo de shopping centers caso seja adotado esse modelo de trabalho. Os números foram enviados à imprensa na segunda-feira, 20, pela associação.
A pesquisa também aponta impactos no custo da construção, com alta estimada de até 11% no valor de obras. A mão de obra representa cerca de 40% do custo total de empreendimentos, segundo a Abrainc, o que eleva o custo final de imóveis e pode afetar o acesso à moradia para parcelas da população.
O estudo analisa dois cenários de jornadas semanais distintas. O formato 4 por 3 — quatro dias de trabalho e três de folga — seria responsável pela maior queda no faturamento dos shoppings, de cerca de 16%, levando a uma receita estimada de 168,7 bilhões de reais em 2025. O modelo é parte de uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela deputada Erika Hilton, do PSOL-SP.
Já o cenário 5 por 2 — cinco dias de trabalho e dois de folga — ampliaria perdas, estimadas em 7% no faturamento, com projeção de 186,2 bilhões de reais. Esse segundo formato é o que consta na proposta encaminhada ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Impactos na construção civil também aparecem de forma relevante. Simulações para imóveis de 200 mil reais voltados à habitação popular indicam aumento no custo total pago pelo consumidor, de 211 mil reais no cenário de 40 horas, para 222 mil reais no de 36 horas. A retração afeta famílias de menor renda.
Para imóveis de 500 mil reais, o financiamento ficaria em 527,5 mil reais (40 horas) ou 555 mil reais (36 horas). A Abrainc aponta que 570 mil e 860 mil famílias, respectivamente, deixariam de ter acesso ao financiamento por renda insuficiente nesses cenários.
Segundo o estudo, o aumento de custos de obras pode reduzir o ritmo de entregas e de novos empreendimentos, com efeitos diretos sobre o mercado de trabalho e sobre o custo de moradia no país. As informações são baseadas em estimativas da Tendências e da Abrasce, com insumos da Abrainc.
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