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Guerra causa reação mundial: 60 países adotam quase 200 medidas energéticas

Governo de sessenta países adotam 185 medidas para enfrentar a crise energética, com cortes de impostos, subsídios e impulso a renováveis

Bloqueio do Estreito de Ormuz, corredor de cerca de um quinto do petróleo global, está no centro da crise energética provocada pela guerra (Stock/Getty Images)
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  • Levantamento aponta que sessenta países adotaram ao menos cento e oitenta e cinco medidas emergenciais diante da crise energética provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
  • O bloqueio, que corta aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globais, é classificado pela Agência Internacional de Energia como a maior interrupção já registrada no mercado.
  • Quase trinta países reduziram impostos sobre combustíveis; outros criaram subsídios ou controles de preços para conter a inflação, com grandes gastos na Ásia, como Índia, Japão e Indonésia.
  • Países asiáticos mais dependentes do petróleo do Oriente Médio, como Filipinas, Bangladesh e Paquistão, implementaram medidas para reduzir o consumo de energia, incluindo restrições a ar-condicionado e iluminação pública, limites de velocidade e incentivo ao trabalho remoto.
  • Ao menos oito países, entre eles Japão, Alemanha e Itália, aumentaram temporariamente o uso de carvão ou adiaram o fechamento de usinas para garantir abastecimento; ao mesmo tempo, Europa e Ásia sinalizam acelerar investimentos em energia limpa e reduzir dependência de combustíveis fósseis importados.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, porta de cerca de um quinto do petróleo global, está no centro da crise energética provocada pela guerra. Países de diversas regiões adotaram medidas emergenciais para enfrentar a elevação de preços e a interrupção no fornecimento.

Um levantamento da Carbon Brief aponta que 60 países implementaram ao menos 185 ações para atenuar o choque. As medidas vão de cortes de impostos sobre combustíveis a subsídios e limitações de preços para conter a inflação.

No conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, as ações refletem dois movimentos: proteção de consumidores e contenção do consumo. Quase 30 países reduziram impostos, e outros atuaram com controles de preço.

Economias asiáticas como Índia, Japão e Indonésia desembolsam bilhões para amortecer o impacto. Países com forte dependência do petróleo do Oriente Médio intensificam medidas de austeridade energética.

Países como Filipinas, Bangladesh e Paquistão implementaram cortes de consumo, incluindo ar-condicionado, iluminação pública, limites de velocidade e incentivos ao trabalho remoto.

Ao menos 23 políticas visam a redução da demanda, consideradas mais eficazes pelos especialistas do que subsídios amplos. A crise expõe fragilidades da transição energética em curso.

Oito países, entre eles Japão, Alemanha e Itália, elevaram temporariamente o uso de carvão ou adiaram o fechamento de usinas para assegurar o abastecimento imediato.

Ao mesmo tempo, governos da Europa e da Ásia passaram a associar a crise à necessidade de acelerar investimentos em energia limpa e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.

No Chile houve incentivos a veículos elétricos; Nova Zelândia e Vietnã confirmaram revisões em projetos de gás natural. A geopolítica reforça o paradoxo entre resposta de curto prazo e transição de longo prazo.

Especialistas apontam que o choque pode acelerar, no médio prazo, a migração para fontes renováveis mesmo diante de um cessar-fogo temporário.

Com infraestrutura danificada e incertezas no fornecimento, o cenário deve se estender. O conflito no Oriente Médio pode redefinir o ritmo da transição energética global.

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