- O Ibovespa caiu 0,17%, aos 195.478 pontos, acompanhando a pressão de ativos globais diante do conflito no Oriente Médio.
- Os preços do petróleo subiram mais de 3% após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, com apreensão de navio; Petrobras e outras petroleiras podem reagir, ainda que o saldo geral seja de queda na bolsa brasileira.
- O dólar opera em torno de R$ 4,98, com foco nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
- O Boletim Focus aponta inflação mais alta para 2026 e elevação da Selic para 13% no ano, o que pode pressionar a curva de juros e o humor da bolsa.
- Bolsas internacionais oscilam; Londres, Paris e Frankfurt registram quedas, enquanto Ásia registra ganhos moderados em algumas bolsas.
O Ibovespa interrompeu o pregão em baixa nesta segunda-feira, 20, acompanhando a pressão de conflitos no Oriente Médio. O índice recuou 0,17%, aos 195.478 pontos, após abrir em alta. A participação de petróleo no movimento impulsionou as ações da Petrobras, mas a maioria dos ativos do segmento caiu ao longo do dia.
Os preços do petróleo subiram mais de 3%, em meio ao bloqueio parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã e à manutenção do embargo naval dos EUA a navios iranianos. Em resposta, o petróleo reagiu ao anúncio iraniano de que não há, no momento, planos de novas negociações mediadas pelo Paquistão.
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, informou à Tasnim que Teerã não planeja nova rodada de negociações. Economistas destacam que a alta de petróleo pode compensar parte da aversão ao risco no Ibovespa, ainda que haja realização de lucros recente.
Panorama global e câmbio
Às 10h40, o futuro do Dow Jones caía 0,61%, o do S&P 500 recuava 0,5% e o Nasdaq 100 perdia 0,52%. Na Europa, Londres caía 0,6% e Paris, 1,05%, com Frankfurt, 1,33% de queda. Milão e Madri registravam baixas, enquanto Lisboa subia 0,21%.
Entre as bolsas asiáticas, houve movimento misto com Tokio em queda leve, e Seul, Hong Kong e Taiwan em alta. Xangai avançou 0,8%, Shenzhen subiu 0,7%. Na Oceania, a bolsa australiana ficou estável. O quadro indica contágio parcial do conflito aos mercados globais.
Perspectivas locais
No front interno, a agenda é pragmática, com o Boletim Focus em foco. O mercado revisa a inflação para 2026 pela sexta semana consecutiva, projetando IPCA próximo de 4,80% no fim do ano. A Selic é tema central, com expectativa de taxa de 13% para 2026, alta de 0,50 ponto na linha de consenso.
Essa leitura de inflação e juros pode influenciar o desempenho da bolsa, com impactos na curva de juros e no apetite por risco. A Selic está em 14,75% neste momento. O cenário internacional de escalada do petróleo também é fator de atenção para o setor exportador brasileiro.
Dólar e especializações
O dólar segue estável frente ao real, em torno de R$ 4,98, com leve alta de 0,17%. O câmbio acompanha os desdobramentos da crise no Oriente Médio. O petróleo, que teve impulso recente, pode ter efeitos positivos setoriais para exportadores, ainda que o impacto geral permaneça volátil.
Com informações da Broadcast e Reuters, o dia segue atento aos desdobramentos do conflito regional e aos reflexos na inflação, juros e câmbio no Brasil.
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