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Indicação Geográfica vira estratégia competitiva no agronegócio

Indicações Geográficas viram ativo estratégico no agronegócio brasileiro, elevando rastreabilidade, qualidade e abertura de mercados, em Gramado, entre 10 e 13 de junho

Muito além do selo: o valor da origem no agro global
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  • O tema indica que as Indicações Geográficas passam a ser parte estratégica do agronegócio, valorizando identidade, qualidade e história dos produtos.
  • O crescimento das discussões entre Mercosul e União Europeia aumenta a pressão por padrões de rastreabilidade e origem mais claros.
  • O evento Connection Terroirs Brasil 2026, em Gramado (RS), entre 10 e 13 de junho, reúne especialistas nacionais e internacionais para debater o tema.
  • O pesquisador Jean-Louis Le Guerroué, da Universidade de Brasília, destaca que IGs representam mais que um selo, envolvendo território, desenvolvimento e identidade local.
  • O debate aponta que a origem pode deixar de ser detalhe e se tornar ativo estratégico para posicionamento de produtores e mercados consumidores.

O evento Connection Terroirs do Brasil 2026, que ocorre em Gramado (RS) entre 10 e 13 de junho, reúne especialistas nacionais e internacionais para debater o futuro das Indicações Geográficas no país. A iniciativa é promovida pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae.

O foco é entender como as IGs passam de nicho para instrumento estratégico de competitividade. A discussão envolve padrões de qualidade, rastreabilidade e identidade territorial que influenciam mercados globais cada vez mais exigentes.

Além de ampliar o papel das IGs, o encontro aborda a relação entre acordos comerciais e origens certificadas. Mercosul e União Europeia aparecem como referência para alinhamento de critérios que valorizem as diferenças geográficas.

Entre os participantes, destacam-se especialistas como o pesquisador Jean-Louis Le Guerroué, professor da Universidade de Brasília, que atua em IGs e desenvolvimento sustentável de territórios. O debate busca ampliar o reconhecimento de produtos de origem.

Especialistas apontam que o avanço das IGs acompanha mudanças no perfil do produtor e do consumidor. Produtores vão se profissionalizando para atender padrões de qualidade e rastreabilidade, enquanto mercados valorizam procedência e sustentabilidade.

Ainda que o Brasil esteja em fase de consolidação, o potencial é visto como estratégico. A gestão de origem passa a influenciar posicionamento e competitividade internacional, além de abrir novas oportunidades de mercado.

Ingressos já estão disponíveis no site oficial do evento, que promete reunir palestras, painéis e oportunidades de networking para setores do agronegócio, turismo e indústria de alimentos certificados.

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