- Investir nos Estados Unidos é acessível para diferentes perfis e pode dolarizar a carteira, ajudando a proteger o patrimônio e o consumo diante da inflação brasileira; aportes periódicos são importantes no longo prazo.
- Os principais mercados e índices: NYSE (maior bolsa do mundo), NASDAQ (tecnologia), NYMEX (commodities), S&P 500, Dow Jones e Nasdaq Composite, que funcionam como referências da economia.
- Produtos disponíveis: ações (stocks), ETF (cesta de ativos), REITs (imóveis com dividendos), ADRs (recibos de empresas não americanas na bolsa de Nova York), Treasuries (títulos do governo), corporate bonds, time deposits e fundos mútuos.
- Jargões úteis: Dividend Yield, bull market, bear market, P/L, blue chips, volatilidade e hedge, que ajudam a entender o comportamento dos investimentos.
- Custos e documentação: spread cambial, taxa de corretagem, IOF, W-8BEN (formulário para evitar tributação dupla) e o regime de withholding tax sobre dividendos nos Estados Unidos.
Investir nos EUA ganha espaço entre investidores brasileiros, com acesso facilitado e opções para perfis conservadores e de maior risco. Especialistas citam dolarização como proteção contra inflação local e variações do real.
O conteúdo é resultado de um glossário elaborado a pedido do Valor Investe pelos especialistas do Inter. A ideia é detalhar termos-chave para quem investe em bolsas e balcões americanos.
Segundo Mauricio Garret, chefe da mesa internacional do Inter, ter parte do patrimônio no exterior é essencial no longo prazo. Os benefícios abrangem proteção patrimonial, diversificação e variedade de produtos.
A proteção patrimonial decorre da perda do poder de compra do real e da participação do dólar no consumo brasileiro. A diversificação expande o universo para empresas globais e setores não presentes na B3.
A diversidade de produtos permite desde opções simples, como Time Deposits, até fundos de gestoras globais. O mercado internacional atende diferentes perfis e objetivos de investimento.
Disciplina de aportes periódicos aparece como fator-chave de desempenho no longo prazo, segundo estudos citados pelos especialistas. O texto enfatiza prática constante de investimento.
Mercado, bolsas e índices
NYSE: fundada em 1792, é a maior bolsa do mundo por valor de mercado, com cerca de US$ 31 trilhões e volume diário superior a US$ 200 bilhões. Abriga setores financeiro, industrial, saúde e energia.
NYMEX: maior mercado físico de contratos futuros de commodities, com foco em energia como petróleo e gás natural. Localizada em Manhattan, integra o CME Group e influencia preços globais.
NASDAQ: criada em 1971, primeira bolsa totalmente eletrônica. Abriga grandes nomes de tecnologia; valor de mercado próximo a US$ 38 trilhões.
ICE Futures Europe, com sede em Londres, é grande bolsa de derivativos. Negocia contratos futuros de petróleo tipo Brent, referência de preço para boa parte do petróleo mundial.
S&P 500: índice que reúne as 500 maiores empresas dos EUA. Indica o desempenho geral do mercado e influencia a percepção econômica global.
Dow Jones: índice histórico de 30 empresas norte-americanas, mantido pelo Wall Street Journal. Reflete a visão da economia consolidada dos EUA.
Nasdaq Composite: índice de todas as ações listadas na Nasdaq, correspondente à chamada nova economia.
Produtos
Stocks: ações de empresas americanas, adquiridas como parte da carteira.
ETF: “cesta” de ativos negociada como ação, pode seguir índices, setores ou classes de ativos.
REITs: empresas que possuem imóveis como shoppings, galpões e hotéis, pagam dividendos mensal ou trimestralmente em dólar.
ADR: recibos de empresas estrangeiras negociadas na NYSE, como Petrobras ou Vale.
Treasury Bonds: títulos de renda fixa emitidos pelo governo dos EUA, com diferentes prazos; considerados seguros.
Corporate Bonds: títulos de dívida emitidos por empresas privadas, com maior retorno e maior risco.
Time Deposits: depósito a prazo no exterior, com juros em dólar.
Mutual Funds: fundos mútuos geridos profissionalmente, com aplicação agrupada de investidores.
Commodities: matérias-primas como café, soja, petróleo e ouro.
BDR: certificados de ações estrangeiras negociados na B3.
Jargões
Dividend Yield: percentual de lucro distribuído por uma ação.
Bull Market: mercado em alta, com otimismo dos investidores.
Bear Market: mercado em baixa, com pessimismo generalizado.
P/E: relação preço/lucro; quanto o mercado paga pelo lucro.
Blue Chips: ações de empresas sólidas e grandes, com baixa percepção de risco.
Portfolio: conjunto de investimentos de uma pessoa.
Volatilidade: intensidade das oscilações de preço.
Hedge: estratégia de proteção da carteira contra quedas.
Growth: empresas de crescimento, com foco em valorização futura.
Value: empresas estáveis e pagadoras de dividendos.
Custos
Spread: diferença entre o câmbio oficial e o cobrado pela corretora.
Taxa de Corretagem: cobrança pela compra ou venda de ativos.
Expense Ratio: taxa administrativa de fundos e ETFs, descontada da rentabilidade.
IOF: imposto sobre operações financeiras. Varia de 1,10% em investimentos.
W-8BEN: formulário digital para comprovar residência no Brasil e evitar dupla tributação.
Withholding Tax: imposto retido na fonte sobre dividendos nos EUA. Em geral, 30%.
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