- Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, disse que a incerteza é inédita por causa do conflito no Oriente Médio.
- Ela manteve o compromisso com a estabilidade de preços e a meta de inflação de 2 por cento no médio prazo.
- Lagarde afirmou que a natureza intermitente do conflito complica medir o choque de energia e seus impactos na economia.
- A autoridade enfatizou que a política monetária seguirá conforme as informações disponíveis, sem tirar conclusões precipitadas.
- Se o conflito for resolvido rapidamente, o choque direto de energia pode ficar aquém das expectativas; cenários mais pessimistas também são possíveis.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que o conflito no Oriente Médio traz incerteza inédita para a economia da zona do euro, durante discurso preparado para a recepção anual da Associação de Bancos Alemães na segunda-feira, 20.
Ela destacou que a natureza intermitente do conflito dificulta medir impactos diretos, como o choque de energia, e ressaltou que o BCE continuará atento aos novos dados para ajustar políticas conforme necessário. Lagarde manteve o compromisso com a estabilidade de preços.
Segundo a dirigente, não há caminho fácil de retornar ao cenário anterior ao início do conflito, e o futuro dependerá da duração da guerra. Em cenário de resolução rápida, o impacto sobre energia e inflação poderia ficar abaixo das expectativas; cenários mais pessimistas não podem ser descartados.
Lagarde explicou que o BCE age com base na situação, buscando coletar informações adicionais antes de tirar conclusões definitivas. A instituição reafirmou que a meta de inflação de 2% permanece o norte para o médio prazo.
A dirigente reforçou ainda que, se o choque energético for contido, a economia europeia pode manter trajetória de estabilidade, mas reconheceu a volatilidade e as incertezas associadas a esse ambiente externo.
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