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Mercado projeta Selic de 13% e inflação de 4,8% para 2026

Mercado eleva projeções: Selic em 13% e inflação de 4,8% para 2026, com cortes menores e 11% para 2027

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; autoridade monetária decidiu cortar a Selic para 14,75% ao ano em março
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  • Mercado passou a estimar a Selic em 13% ao ano e a inflação em 4,8% para 2026.
  • A mediana para o IPCA em 2026 subiu, passando de 4,71%, e atingindo a sexta alta semanal consecutiva.
  • A inflação prevista para 2027 aumentou para 3,99%, a quarta alta semanal seguida.
  • A projeção da Selic para 2027 subiu para 11% ao ano, frente a 10,5% na semana anterior.
  • As estimativas de PIB cresceriam 1,86% em 2026 e 1,80% em 2027; a cotação do dólar no fim de 2026 ficou em 5,30 reais, e em 2027, em 5,35 reais.

O mercado passou a estimar a Selic em 13% ao ano e a inflação em 4,8% para 2026. A mediana das projeções para o IPCA subiu pela sexta semana, ficando acima do teto da meta de inflação. Os dados são do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira.

A inflação prevista para 2027 ficou em 3,99%, ante 3,91% na semana anterior, marcando a quarta alta semanal consecutiva. As projeções mostram ajustes contínuos diante das incertezas econômicas e de política monetária. O relatório reúne as expectativas de economistas do mercado.

As estimativas para a Selic também avançaram, com alta de 0,5 ponto percentual para 2026, passando de 12,5% para 13% ao ano. Para 2027, a mediana subiu para 11%, frente 10,5% na semana anterior. O BC avalia o ritmo do ciclo de cortes conforme o cenário externo.

Política Monetária

O Brasil registrou inflação de 4,14% nos 12 meses até março, segundo o IBGE, com alta mensal de 0,88%. Economistas comentam que o BC pode adotar cautela no ciclo de cortes diante das pressões inflacionárias e da instabilidade externa.

Em março, a probabilidade de a inflação ficar acima da meta de 3% era estimada em 30%, com tolerância de até 4,5%. O BC apontou que conflitos no Oriente Médio aumentam as incertezas e podem impactar atividade econômica e inflação.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de tempo para entender os impactos do conflito externo e usar movimentos mais seguros na política monetária. O banco ressaltou que houve dada “gordura” no cenário de juros elevado em 2025.

O Copom reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano, avisando que próximos passos dependem da duração do conflito no Oriente Médio. A ata enfatizou que o cenário exige prudência na condução da política monetária.

PIB E DÓLAR

Economistas elevaram levemente a projeção de crescimento do PIB, de 1,85% para 1,86% neste ano. Em 2027, a expectativa permanece em 1,80%. As estimativas para o câmbio apontam dólar próximo de R$ 5,30 no fim de 2026, contra R$ 5,37 anteriormente.

Para 2027, a projeção do dólar caiu de R$ 5,40 para R$ 5,35. O conjunto de números divulgado pelo Focus reflete ajustes após dados recentes de inflação e atividades econômicas, mantendo o Brasil em trajetória de viés expansionista controlado.

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