- A Mosaic está redesenhando a operação no Brasil para priorizar margens e eficiência operacional.
- Neste mês, a empresa vendeu o Complexo de Araxá (MG), o que deve reduzir a produção anual de fosfatados em 1 milhão de toneladas.
- O atendimento ao Brasil deverá ocorrer por meio de outras unidades daqui, bem como do Peru e dos Estados Unidos.
- O reajuste ocorre em meio ao aumento do custo do enxofre, utilizado na produção, e a tensões no Oriente Médio; a empresa mantém estoques de enxofre para sessenta dias.
- A Mosaic investiga diversificação com estudos de nióbio e terras raras em Patrocínio (MG) e planeja lançamentos na linha de bioinsumos.
A Mosaic Company está redesenhando sua operação no Brasil para priorizar margem e eficiência. A empresa anunciou a venda do Complexo de Araxá, em Minas Gerais, visando reduzir custos e manter competitividade na região. Eduardo Monteiro, country manager no Brasil, afirma que o ajuste é pontual e responde a condições de mercado.
A medida deve reduzir a produção anual de fosfatados em 1 milhão de toneladas. O negócio envolve atender o Brasil por meio de outras unidades da Mosaic, além de operações no Peru e nos Estados Unidos. A empresa aponta exaustão da mina de Araxá e pressão de rentabilidade com o aumento do preço do enxofre.
Motivações e planos
A executiva aponta diversificação para nióbio e terras-raras em Patrocínio, MG, como caminho para ampliar receitas da mineração. O objetivo é manter o compromisso com o Brasil e ampliar a eficiência operacional diante de custos crescentes, incluindo insumos como enxofre.
A Mosaic também investe em tecnologia de alto desempenho, como a linha de bioinsumos Mosaic BioScience. Segundo Monteiro, bioinsumos elevam a eficiência da planta sem depender de fertilizantes adicionais, com dois produtos em lançamento.
Cenário de custos e fontes
O redesenho ocorre diante de custos crescentes e do preço do enxofre, usado na produção de fosfato monoamônico, que tem pressionado a viabilidade econômica. A Mosaic acompanha tensões no Oriente Médio, origem de até 30% das matérias-primas, e informa que mantém estoques de enxofre para 60 dias.
A companhia projeta que 40% da carteira de vendas para a próxima safra já esteja contratada, ante 50% no ciclo anterior, sinalizando ajuste de planejamento comercial para o próximo período.
Crescimento de parceiros no Agro
A Brandt, division de nutrição vegetal, investe R$ 100 milhões em duas fábricas no Paraná. O foco em biológicos e sementes visa ampliar o faturamento em 22% neste ano. A empresa projeta subir o volume entregue ao campo de 17 para 20 milhões de litros em 2026.
A Brandt vê o Brasil como hub para a América do Sul, com atuação forte na Argentina e no Paraguai. O objetivo é acelerar o crescimento diante de retrações em outros mercados e ampliar participação.
Inovação em alimentos e ingredientes
A Typcal pretende faturar R$ 5 milhões em 2026, em venda comercial de ingrediente produzido a partir de micélio. A fábrica de Curitiba, inaugurada em dezembro, tem capacidade de 5 toneladas por mês. O lançamento visa mercados europeus, com pendência de Anvisa no Brasil.
A empresa planeja uma rodada de investimentos em setembro. Em 2025, captou R$ 10 milhões com aportes de investidores brasileiros e da aceleradora belga Biotope, incluindo nomes como Bernardinho e Bruninho.
Entre na conversa da comunidade