- Pesquisas do Datafolha, com mais de 2.000 pessoas, mostram que de cada três brasileiros dois têm alguma dívida e 41% dos que pegaram dinheiro de conhecidos não devolveram.
- O levantamento aponta que empréstimos entre família também geram inadimplência, somando aos problemas enfrentados pelo governo.
- O economista Miguel Daoud comenta o fenômeno e sugere, de forma bem-humorada, uma saída para quem pede dinheiro: exigir uma garantia real, como um carro, para efetuar o empréstimo.
- A ideia é que, ao colocar uma garantia, a pessoa saiba que a dívida também precisa ser quitada, o que pode reduzir o sumiço de parentes.
Uma pesquisa do Datafolha, com mais de 2.000 brasileiros, indica que 2 em cada 3 pessoas possuem algum tipo de dívida. Além de bancos, familiares também aparecem como credores, revelando um alto nível de inadimplência entre próximos.
No levantamento, 41% dos entrevistados que emprestaram dinheiro a conhecidos, familiares ou amigos não tiveram devolução alguma. O dado evidencia dificuldades financeiras e tensões em relações próximas quando o dinheiro é curto.
O economista Miguel Daoud comenta os resultados, apontando que muitos ainda enfrentam frustrações decorrentes da inadimplência e das medidas públicas para renegociação de dívidas. Ele ressalta que o sentimento do povo não condiz com números sobre emprego ou crescimento.
Como proposta prática, Daoud sugere uma abordagem com garantia: se houver dinheiro para emprestar, exigir uma garantia real, como um carro, para formalizar a transação. Segundo ele, a necessidade de garantia pode reduzir a evasão de pagamento.
A ideia, apresentada como solução para evitar perdas, não pretende generalizar o comportamento de todos os parentes, mas sinaliza a dificuldade de lidar com empréstimos privados sem garantias. Em resumo, a prática de emprestar fica condicionada a critérios de segurança financeira.
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