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Sete prédios de luxo ficam abandonados após paralisação de obras no RJ

Sete empreendimentos de alto padrão no Rio ficam paralisados, deixando compradores sem entrega e buscando devolução integral dos recursos; ações judiciais podem seguir

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  • Pelo menos sete empreendimentos de alto padrão ficam abandonados na zona sul do Rio de Janeiro, com cerca de setenta apartamentos inacabados.
  • A construtora interrompeu obras de pelo menos treze prédios, sendo sete já denunciados e outros seis identificados posteriormente.
  • Em alguns casos, faltava aproximadamente dez por cento da obra para a entrega das unidades.
  • A Inti atua no regime de “obra por administração”, em que compradores arcam com os custos desde o início; a empresa disse que limitações operacionais e financeiras frearam a continuidade.
  • Os clientes buscam a retomada ou a devolução integral do dinheiro investido; o caso já tramita na Justiça e pode gerar ações coletivas.

Oito relatos indicam que sete empreendimentos de alto padrão na zona sul do Rio de Janeiro estão abandonados devido à paralisação de obras de uma construtora. A situação afeta dezenas de compradores que aguardam a entrega ou a devolução do dinheiro.

Segundo informações, ao todo 13 prédios tiveram obras interrompidas, sendo sete inicialmente denunciados e outros seis identificados posteriormente. As obras atingem aproximadamente 70 apartamentos, com alguns já em estágio avançado.

Os projetos eram apresentados como modernos e de luxo, mas hoje permanecem paralisados. Em alguns casos, restavam cerca de 10% para a conclusão, ampliando a frustração dos clientes.

A construtora, que atua no regime de “obra por administração”, informou que limitações operacionais e financeiras impediram a continuidade, e que respeita iniciativas de clientes para concluir as obras com outras empresas.

Especialistas apontam que, mesmo nesse modelo contratual, pode haver responsabilidade para a administradora. A advogada Fernanda Cardoso Schramm ressaltou que a administradora deve garantir transparência e prestação de contas, sob pena de responsabilização.

Os compradores cobram duas saídas: retomar e concluir as obras ou receber a devolução integral dos valores investidos. O caso já tramita na Justiça e pode gerar novas ações coletivas.

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