- A Siemens pretende priorizar investimentos em inteligência artificial nos EUA e na China se a União Europeia não adaptar suas regulações.
- Cerca de € 1 bilhão será investido em IA industrial, com a maior parte direcionada aos Estados Unidos devido ao peso regulatório.
- O CEO da Siemens, Roland Busch, fez a declaração durante a Hannover Messe, em Hannover, na Alemanha.
- Ele afirmou que o AI Act e o Data Act da UE “pecam pelo alvo” ao tratar IA industrial como aplicações de consumo, adicionando camadas de supervisão.
- A empresa critica o excesso de regras por entender que já há normas setoriais aplicáveis em setores específicos.
Siemens sinaliza que regras de IA da UE podem reduzir investimentos na Europa. O CEO Roland Busch afirmou que a maior parte de um investimento de 1 bilhão de euros em IA industrial deve ir para os EUA, caso a União Europeia não flexibilize as regras.
Busch disse, durante a Hannover Messe 2026, que a carga regulatória europeia pressiona a empresa, levando-a a priorizar mercados com menos entraves para IA industrial. A avaliação é de que a regulação atual trata IA industrial como se fosse consumo.
Segundo ele, o retrocesso ocorre mesmo com a necessidade de tecnologia avançada para manufatura e serviços. A posição reforça a tensão entre indústria e autoridades europeias sobre como equilibrar inovação e proteção de dados.
A Siemens argumenta ainda que o AI Act e o Data Act da UE criam camadas adicionais de supervisão em setores já regulados, o que, para a companhia, não se alinha com as particularidades da IA aplicada a ambientes industriais.
Opiniões de especialistas apontam que a decisão da Siemens pode incentivar empresas a redirecionarem investimentos para os EUA e a China, se não houver ajustes regulatórios que facilitem a implementação de IA em setores industriais na Europa.
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