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Transporte de arte sofre atrasos; preços sobem na Ásia durante guerra EUA-Israel no Irã

Custos de transporte de arte sobem até trezentos por cento e rotas na Ásia são interrompidas, impactando exposições e feiras devido ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã

Containers are parked at the Taicang Port Container Terminal in Suzhou, Jiangsu Province, China, on April 16, 2026.
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  • Os transportadores de arte sentem impactos graves dos conflitos entre Estados Unidos e Israel na região, com custos de frete e rotas seriamente afetados, principalmente na Ásia.
  • Os preços internacionais de frete aéreo de obras de arte subiram até 300% nas primeiras semanas do conflito; na China, os aumentos chegam a até 15%.
  • Algumas exposições foram ajustadas por atrasos na entrega, como a mostra de Per Kirkeby no He Art Museum, em Shunde, com menos obras devido a peças retidas no aeroporto de Doha.
  • Feiras de arte também foram impactadas: obras previstas para a Art Basel Hong Kong ficaram presas no mar por mais de um mês, após incidentes no Sri Lanka envolvendo forças americanas.
  • Há opções de mudança para ferrovias, como a China-Europa Railway Express, que pode reduzir encargos e prazos; empresas de logística revisam planos e orçamentos, com previsões ainda incertas.

O transporte de arte na Ásia está sendo fortemente afetado pela guerra entre os EUA, Israel e o Irã, com custos de frete subindo e rotas logísticas sendo severamente interrompidas. O impacto é sentido tanto em frete aéreo quanto em exportações de obras de alto valor.

Dados de mercado apontam que, nas primeiras semanas de conflito, o frete aéreo internacional de obras de arte subiu até 300%. No entanto, na China, onde o controle de preços é mais rígido, o aumento ficou em torno de 15%. Empresas de logística reportam reajustes significativos nos custos de combustível de carga.

Exposições também foram afetadas. Um show de Per Kirkeby no He Art Museum, em Shunde, teve menos obras por atrasos de trânsito das peças na região de Doha. Feiras de arte, como a Basel Hong Kong, tiveram obras retidas no mar por mais de um mês, vindas de Abu Dhabi, após tensões no estreito da região.

Impacto nas exposições e feiras

Galerias e curadores revisam cronogramas; alguns projetos na China foram adiados ou cancelados por orçamentos estourados. A logística de art fairs está sendo recalibrada para evitar custos elevados com transporte marítimo.

Alternativas logísticas e ajustes

Shippers avaliam deslocamentos por trem quando possível. A China-Europe Railway Express surge como opção para mover obras entre 128 cidades chinesas e 232 centros europeus, com custos menores em certos trechos. No caso da Semana de Veneza, a rota ferroviária pode reduzir encargos e prazos.

Especialistas indicam que medidas de mitigação já estão em curso, com empresas compensando parte dos custos junto aos clientes. Ainda assim, o desempenho de alguns players pode oscilar conforme a duração do conflito e a evolução das rotas de navegação no comércio de arte.

Wang, fundador da Top Space Art Service, afirma que a empresa está assumindo parte dos custos adicionais para manter clientes, destacando a necessidade de parceria para enfrentar o cenário atual e assegurar a continuidade dos negócios.

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