- O Bitcoin opera em torno de US$ 75.688, após atingir US$ 77.900 na semana passada, segundo dados do CoinGecko.
- Dois níveis de base de custo de investidores podem atuar como resistência: cerca de US$ 78.000 (custo médio do investidor ativo) e US$ 83.000 (base de custo média de todos os ETPs de Bitcoin à vista).
- A média móvel de 200 dias fica em quase US$ 87.000, posicionando-se acima de US$ 83.000.
- Demanda institucional permanece firme, com entradas expressivas em ETFs de Bitcoin à vista e apoio de grandes bancos; fluxos recentes chegaram a US$ 1,5 bilhão na semana anterior.
- A Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais (CLARITY) está paralisada no Senado, o que pode atrasar avanços regulatórios e manter a pressão de resistência no curto prazo.
Em termos de preço, o Bitcoin encontrou resistência em torno de US$ 78.000 e de US$ 83.000 na semana passada. A leitura vem de analistas de ativos digitais, que apontam dois custos médios como limites para o rali, mesmo com a entrada de ETFs amplamente regulados.
A cotação atual fica em torno de US$ 75.688, abaixo do pico anterior de US$ 77.900. Segundo Jim Ferraioli, do Schwab Center for Financial Research, o custo médio pago pelos compradores no mercado secundário fica próximo de US$ 78.000, ponto que freou o avanço.
Acima de US$ 83.000 está a base de custo média de todos os ETPs de Bitcoin à vista, o que pode levar novos investidores a vender para realizar perdas. A média móvel de 200 dias fica próxima de US$ 87.000, sugerindo uma linha de longo prazo acima desse nível.
Ferraioli explicou que esses patamares indicam que o investidor médio ainda opera com prejuízo. Ele avalia que as duas referências atuam como resistências mais fortes do que as médias móveis.
Simon Jones, CEO da Reya, aponta que a demanda institucional é capaz de absorver pressões de venda nesses níveis. Para ele, compradores institucionais entraram por meio de produtos regulados, com capital de longo prazo, reduzindo a ideia de venda rápida.
Principais dinâmicas de mercado
Do lado positivo, fundos de criptoativos registraram três semanas seguidas de fluxos positivos. Nos EUA houve entrada de US$ 1,5 bilhão na semana anterior, conforme dados da CoinShares. Grandes bancos deram suporte ao movimento com etfs de Bitcoin à vista e pedidos para novos produtos.
A atração institucional é citada por analistas como o principal motor do momento. Dados de abril indicam entradas expressivas, como um dia em que o IBIT da BlackRock e o FBTC da Fidelity lideraram aportes relevantes, ampliando o acesso a ativos digitais.
Por outro lado, fatores macro influenciam o cenário. A temporada de impostos pode provocar reequilíbrios que limitam altas, enquanto tensões geopolíticas futuras mantêm a incerteza. A discussão sobre regras regulatórias também permanece em pauta.
O mercado aguarda avanços sobre a Lei CLARITY, que trata de ativos digitais, com avanços presos a aprovações no Senado dos EUA. Enquanto isso, analistas veem possibilidade de novo teste da média móvel de 50 dias, caso haja impulso regulatório.
Mesmo com a volatilidade, investidores de varejo mantêm otimismo relativo, apontando chance de o Bitcoin permanecer acima de US$ 76.000 em curto prazo, frente aos patamares atuais e ao fluxo institucional contínuo.
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