- Existe 61% de chance de o El Niño forte ocorrer no segundo semestre de 2026, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Nasa) dos EUA, com impactos previstos na inflação e no crescimento da América Latina.
- Os impactos não seriam iguais em toda a região: variações regionais de chuvas, temperatura e disponibilidade de água podem afetar agricultura, energia e infraestrutura, com efeitos diferentes no Peru, Equador, Amazônia, Pantanal e sul do Brasil.
- Na agricultura, há preocupação com alterações nos calendários de cultivo e queda de produtividade, especialmente em milho, feijão e soja, o que pode frear o crescimento econômico regional em até 0,6 a 1,7 pontos percentuais no PIB de países andinos.
- No setor energético, cerca de metade da energia na América Latina vem de hidrelétricas, tornando a região vulnerável a secas, o que pode elevar o uso de geração térmica e pressionar preços e custos de energia.
- Especialistas destacam a importância de planejamento, monitoramento, diversificação da matriz energética, melhorias em infraestrutura e cooperação regional, com uso de sistemas de alerta precoce para reduzir impactos.
A América Latina pode enfrentar impactos desiguais se o El Niño se confirmar forte ainda neste ano de 2026. O fenômeno poderia frear o crescimento, pressionar as contas públicas e elevar a inflação, principalmente pelos preços de alimentos e energia. Os efeitos atingiriam agricultura, logística e infraestrutura.
A probabilidade de El Niño moderado a forte aumentou no segundo semestre, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, que aponta 61% de chance entre maio e julho, acima de estimativas anteriores. A OMM ressalta que ainda não é possível confirmar um evento extremo.
Segundo a imprensa, ainda não há evidências suficientes para confirmar o cenário mais grave. Especialistas destacam que, mesmo com incerteza, é essencial acompanhar a evolução oceânica e climática para medir riscos crescentes e planejar ações.
Se o El Niño ocorrer, os impactos não seriam uniformes entre os países. Estudos indicam redução do PIB nas nações andinas entre 0,6 e 1,7 ponto percentual, dependentes de água, energia e exportações agrícolas.
A inflação poderia avançar, principalmente pelos alimentos, com efeitos sobre setores como milho, feijão, soja, arroz, café e cana de açúcar. A densidade de chuvas e secas em diferentes regiões agrava a variabilidade.
No campo energético, a dependência de hidrelétricas eleva a vulnerabilidade diante de secas. Em cenários moderados, há pressão por maior uso de energia térmica, elevação de custos e maior emissão de carbono, conforme especialistas.
Países com maior participação de hidrelétricas, como Paraguai, Costa Rica e Colômbia, podem sentir impactos mais intensos. A diversificação da matriz energética e a integração regional aparecem como caminhos para reduzir riscos.
A logística também aparece como vulnerável: quedas na vazão de rios, dificuldades de transporte e custos logísticos podem se acentuar em áreas-chave, afetando produção e escoamento de mercadorias.
Para mitigar riscos, especialistas defendem revisão de cenários climáticos, melhoria de monitoramento, planos de contingência e fortalecimento de defesa civil. Medidas incluem diversificação, irrigação eficiente e seguro agrícola.
Ações públicas devem mirar gestão integrada de recursos hídricos, redução de consumo de energia e água, além de incentivar a autogeração renovável em casas e empresas para reduzir a pressão sobre o sistema central.
Em síntese, o El Niño é visto como um fator de risco que exige preparação abrangente. A(os) especialistas ressaltam a importância de sistemas de alerta precoces e cooperação regional para evitar impactos elevados nos setores produtivos e na economia.
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