Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo mira eleição e medidas não resolvem endividamento, diz especialista

Especialista afirma que renegociação de dívidas tem efeito apenas eleitoral e pode estimular endividamento, em meio a ciclo vicioso de gasto social e baixo crescimento

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo mira eleição com medidas de renegociação de dívidas, mas especialista afirma que isso não resolve o endividamento das famílias.
  • Quatro problemas apontados: custo fiscal, impacto negativo no crescimento a médio e longo prazo, ineficácia comprovada e pressão sobre a política monetária.
  • Créditos a cadastro único, microempresas e microempreendedores individuais são citados como exemplos que estimulam o endividamento.
  • Brasil enfrenta ciclo vicioso com desequilíbrio fiscal, baixa produtividade e má alocação de recursos em políticas sociais, com mais de R$ 400 bilhões gastos.
  • Sugestões de Mendes incluem ajuste fiscal, aumento de produtividade, redesenho de programas sociais, abertura econômica e regulação/transparência; o governo deve priorizar educação financeira e regulação de empréstimos abusivos, não renegociação direta de dívidas.

O governo enfrenta críticas sobre políticas de renegociação de dívidas, defendidas como medidas para facilitar o endividamento, segundo o pesquisador Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper. Em entrevista à CNN Money, ele afirma que tais medidas podem ter efeito apenas eleitoral e impactos negativos no endividamento das famílias.

Mendes aponta um ciclo vicioso no Brasil: desequilíbrio fiscal, baixa produtividade e mau uso de recursos em políticas sociais. Ele cita que o gasto público em ações sociais supera 400 bilhões de reais, o que, segundo ele, poderia reduzir a pobreza se as políticas fossem melhor desenhadas.

Papel do governo

O pesquisador sustenta que a renegociação direta de dívidas não deve figurar como política pública. O efeito seria ensinar que a renegociação funciona como solução recorrente, incentivando novos endividamentos quando a economia aperta. O foco, segundo ele, deve ser educação financeira, regulação de empréstimos abusivos e cooperação com bancos para maior transparência.

Para romper o ciclo, Mendes recomenda reformas que incluam ajuste fiscal, aumento de produtividade e redesenho de programas sociais. Ele argumenta que estimular a competição, abrir a economia e desobstruir o crédito são caminhos importantes para ajustar o cenário de endividamento.

Caminhos de resposta

Segundo o pesquisador, o governo pode atuar onde há ganho real de implementação, diferenciando ações regulatórias de medidas de apoio ao crédito. Ele ressalta que o mercado já negocia dívidas, cabendo ao estado promover regras claras e maior transparência para evitar incentivos inadequados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais