- Rafaela Rezende, presidente da VTEX Brasil, afirma que IA no varejo só faz sentido se reduzir custos ou aumentar a receita; caso contrário, não deve ser priorizada.
- A VTEX é uma empresa brasileira de tecnologia com atuação global, presente em 44 países e que transacionou US$ 20,5 bilhões no último ano; a empresa se posiciona como backbone de canais de venda.
- O retail media é uma unidade de negócio separada, capaz de operar de forma independente do core da VTEX, visando novas fontes de receita e dados para a indústria.
- A VTEX ampliou frentes este ano: plataforma de commerce (B2B e B2C), plataforma de retail media e plataforma de experiência do cliente desenvolvida sobre IA.
- Ainda não há integração com o ChatGPT para compras no Brasil; a empresa pretende conectar-se a canais de venda assim que a integração estiver disponível, mantendo IA como tendência com atenção a custo e segurança.
Rafaela Rezende, presidente da VTEX Brasil, afirma que o valor da IA no varejo depende de reduzir custos ou aumentar a receita. Ela participa do São Paulo Innovation Week, onde discutirá modelos de venda de IA em ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity.
Segundo a executiva, o desafio é tornar o canal de IA lucrativo para margens conhecidas pela inflação e pelo poder de compra do consumidor. Ela diz que, sem ganhos de eficiência ou receita, a priorização de IA no varejo é questionável.
Rezende destaca que o retail media, venda de espaços para anúncios, se consolidou nos últimos anos como fonte de receita para varejistas. Na VTEX, hoje é uma unidade de negócio independente, com foco em plataformas próprias e solução de IA para experiência do cliente.
VTEX no cenário global e inovação
A VTEX, fundada em 2000, é hoje uma empresa brasileira de tecnologia com atuação global, presente em 44 países. A companhia transacionou US$ 20,5 bilhões no último ano e busca ampliar a participação de operações que vão além do e-commerce.
A CEO comenta que a VTEX evoluiu para atuar como backbone de canais de venda, integrando operações físicas, digitais, televendas e B2B. Em 2024, a empresa lançou frentes de commerce, retail media e uma experiência do cliente desenvolvida sobre IA.
IA, B2B e operações
A empresa tem atuado com força no B2B, digitalizando operações entre empresas, como Mondelez para o varejo de pequeno porte. O objetivo é manter também o foco no B2C, ampliando soluções para diferentes modelos de venda.
A IA é vista como base para tornar operações mais eficientes. A VTEX trabalha para oferecer um concierge que resolva problemas de ponta a ponta e para usar a IA como copiloto na tomada de decisão, reduzindo processos manuais e consolidando dados de diversas fontes.
Integração com IA generativa e retail media
A VTEX utiliza IA para monetizar dados e inventários do varejo, fortalecendo o retail media. A empresa aponta que a integração com plataformas de IA depende de conectividade, dados confiáveis e interfaces com fornecedores de tecnologia.
Apesar de explorar IA generativa, a VTEX afirma não ter integração com o ChatGPT para compras no Brasil ainda. A finalidade é conectar canais de venda e garantir que a fonte de dados do cliente seja confiável para operações de IA.
Perspectivas e custos
A executiva alerta que a adoção de IA depende de custos de infraestrutura e de segurança. Embora veja a tendência, ressalta que ainda não há clareza sobre o custo final para varejistas, plataformas e consumidores, e que é preciso testar para validar resultados.
Rezende comenta ainda que, diante de crises no varejo, há oportunidades para ampliar a base de clientes usando a VTEX, inclusive com grandes varejistas que migraram de soluções proprietárias. A empresa atua para reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência.
Entre na conversa da comunidade