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Indicado por Trump ao FED pede mudanças profundas no banco central dos EUA

Indicado por Trump ao Federal Reserve pede reestruturação da política de inflação e da comunicação da instituição

Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve em sua audiência no Senado
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  • Warsh, indicado por Trump para presidir o Federal Reserve, pediu mudança profunda no controle da inflação e na comunicação do banco central dos EUA.
  • Em sabatina no Senado, o indicado atribui boa parte dos problemas da inflação ao Fed e defende uma nova estrutura para a política monetária.
  • Ele afirmou que a comunicação do Fed agravou a situação econômica, pretende alterar o uso de projeções trimestrais de juros e disse que a inflação é uma escolha.
  • Warsh evitou comentar se Trump venceu em 2020 e minimizou a pressão por cortes rápidos de juros, defendendo a autonomia operacional do Fed.
  • O indicado prometeu vender mais de US$ 100 milhões em ativos, diz que irá aplicar o dinheiro de forma simples e não detalhou a carteira.

Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, pediu mudanças profundas no controle da inflação e na comunicação do banco central dos EUA, em audiência no Senado.

Ele culpou o Fed pela atual inflação, defendendo uma nova estrutura de política monetária que reduza distorções observadas após a pandemia e melhore a transmissão de estratégias de combate aos preços.

Sobre comunicação, o indicado sugeriu alterar o uso de projeções de juros e enfatizou que o Fed deve assumir mais responsabilidade pelos preços, descrevendo a inflação como resultado de escolhas de política.

Na sabatina, Warsh evitou comentar se Trump venceu em 2020 e minimizou pressões por cortes rápidos de juros, ao afirmar que presidentes costumam favorecer redução de taxas.

Defendeu a autonomia operacional do Fed, afirmando que independência não é afetada por opiniões de políticos e que a política monetária necessita de independência.

Também informou que pretende vender ativos de sua carteira, estimados em mais de US$ 100 milhões, e investir os recursos em aplicações simples, sem detalhar posições atuais.

Contexto da transição de comando

O mandato de Jerome Powell no Fed termina em 15 de maio. Pode haver continuidade caso a confirmação de Warsh tenha atraso no Senado.

Uma apuração do Departamento de Justiça sobre Powell complica a votação, segundo o republicano Thom Tillis, que ameaça adiar a confirmação até a conclusão da investigação.

Trump sinalizou a possibilidade de demitir Powell caso este permaneça como governador, abrindo nova disputa judicial e prolongando o impasse institucional.

O Fed não atingiu a meta de inflação de 2% há mais de cinco anos, com impactos de tarifas comerciais e do petróleo provocados por conflitos regionais.

Reações no Senado

Os republicanos apoiam Warsh, defendendo foco do Fed na economia, sem priorizar temas como mudanças climáticas ou desigualdade social.

Os democratas questionam a independência do indicado, com a senadora Elizabeth Warren destacando a não aceitação da derrota de 2020.

Democratas também cobram explicações sobre o passado de Warsh, incluindo o papel dele em resgates de bancos durante a crise de 2008 e a transparência sobre bens declarados.

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