- Kevin Warsh, indicado por Trump, pediu uma mudança de regime no Federal Reserve, com uma nova estrutura para controlar a inflação.
- Ele defendeu cortes de juros, citando ganhos de produtividade com inteligência artificial e mudanças tecnológicas.
- A visão de Warsh inclui revisão das comunicações do Fed e de como o banco divulga projeções sobre inflação e juros.
- Em seu depoimento, Warsh não respondeu se Trump venceu as eleições de 2020 e citou a venda de mais de US$ 100 milhões em ativos para aplicar em “ativos simples”.
- A confirmação ainda é incerta: Senado pode adiar a decisão até a conclusão de investigações sobre Jerome Powell; Powell continua no cargo até 2028 se Warsh não for confirmado.
Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Fed, pediu uma mudança de regime no banco central dos EUA, com nova estrutura de controle da inflação e revisão da comunicação ao público. A defesa foi feita em audiência de confirmação no Comitê Bancário do Senado.
O ex-governador do Fed defendeu cortes de juros, sustentando que avanços em inteligência artificial devem elevar a produtividade. Também mencionou a possibilidade de revisar as projeções trimestrais de taxas, utilizadas pelo Fed para orientar a política monetária.
Warsh criticou políticas anteriores, atribuindo à inflação erros de anos recentes. A defesa gerou debate sobre independência do Fed e sobre o papel do presidente na indicação, com sinais de oposição e apoio entre democratas e republicanos.
Ambiente político e cronograma
A audiência teve ampla repercussão, sinalizando mudanças profundas no Fed caso Warsh seja confirmado. O Senado discutirá a indicação; a votação ainda não tem data definida e depende de procedimentos internos.
Powell permanece no cargo até decisão final, com possível prolongamento caso a confirmação de Warsh seja adiada. A investigação sobre Powell envolve o Departamento de Justiça e pode influenciar o ritmo da votação.
Entre na conversa da comunidade