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Mercado bilionário do artesanato atrai novos empreendedores, incluindo a Geração Z

Cursos, oficinas e conteúdos digitais ampliam renda de artesãos, fortalecem marcas e ampliam a participação da Geração Z no setor

A artesã Fernanda Maria Isaac, da Negra Maria, faz parte do time de creators da indústria têxtil Círculo
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  • O artesanato movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano no Brasil e envolve 8,5 milhões de pessoas, atuando em 67% dos municípios, segundo o IBGE.
  • A Geração Z migrou do hobby para a prática profissional, fortalecendo oficinas, tutoriais e modelos de negócio no setor.
  • A profissionalização ocorre por meio de cursos presenciais e digitais, feiras, parcerias com marcas e conteúdos, ampliando renda e visibilidade das marcas.
  • Exemplos prontos: o Caê, em São Paulo, teve crescimento de 320% no faturamento entre 2024 e 2025; a Negra Maria e a Still Afro fortalecem negócios com venda online, cursos e colaborações com fornecedores.
  • Perspectivas incluem abrir ateliês, investir em plataformas digitais e educação ambiental, além de manter trabalhos que valorizem identidade, sustentabilidade e produção artesanal.

O artesanato passa a ser visto como um mercado bilionário no Brasil, com cerca de R$ 100 bilhões em movimentação anual, segundo o IBGE. O setor ganha impulso com feiras, oficinas, cursos e editais públicos, ampliando renda e visibilidade de marcas.

A boa parte do emprego envolve mulheres, segundo o Sebrae, e o mercado representa 3% do PIB. A participação masculina vem crescendo, e a Geração Z vem ganhando espaço ao lado de artesãos tradicionais, impulsionados pela internet e por conteúdos educativos.

As dificuldades continuam: precificação, gestão financeira e atualização de itens. Feiras e centros como o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro funcionam como vitrines e geram negócios, formação de redes e inovação técnica.

Formação de novos negócios

Profissionais destacam a transição de hobby para negócio estruturado com oficinas, tutoriais e parcerias com marcas. A cada avanço, o artesanato amplia receita, fortalece marcas e reduz dependência de venda de peças físicas.

A influenciadora Marie Castro aponta a monetização por meio de cursos presenciais e online. A Círculo, fornecedora de fios, investe em especialistas para difundir técnicas, fortalecendo o ecossistema com conteúdo educacional.

Casos de referência e espaços de atuação

No Rio de Janeiro, oficinas do Sesc e eventos locais ajudam artesãos a testar técnicas e atrair clientes. Em São Paulo, a artesanal Fernanda Isaac criou a marca Negra Maria, com venda presencial e online para Brasil e exterior, mantendo foco em encomendas.

Na área de saboaria, Peter Paiva tornou a Armazém Peter Paiva uma referência com atuação nacional, estúdio próprio e conteúdos educativos, além de três unidades físicas em SP e Campinas. O portfólio soma mais de mil produtos.

Diversidade de materiais e técnicas

Patrícia Cambraia, da Still Afro, une ancestralidade africana a design contemporâneo, com produção sob demanda, venda digital e planos de aulas online e consultorias. A empresa utiliza tingimento natural, artes em tecido e acessórios, com foco em revendas.

Claudia Gerth, da Nouvellando, produz novelos degradê artesanais para atender demanda interna com maior variação de cores e largura. A marca mantém estoque reduzido e oferece cursos, videoaulas e peças vendidas em plataformas próprias.

Tendência de mercado e futuro

Thanina Paschoalin, da Mulher que Planta Cor, trabalha tingimento natural associado a educação ambiental e upcycling. A estratégia envolve oficinas, coleções cápsulas e projetos com Sesc, além de planos para abrir ateliê multifuncional.

No setor de costura, Wilza Silva, do Ateliê Caju Maria, ampliou parcerias com redes de mulheres negras, gerando coleções colaborativas e expansão para exposições. O negócio utiliza empoderamento feminino como eixo para crescimento e sustentabilidade.

Conclusão de panorama

O artesanato avança como ecossistema econômico que correlaciona criatividade, tecnologia e inclusão. A presença de jovens, avanços em profissionalização e investimento público sinalizam continuidade de crescimento e diversificação de produtos.

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