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O papel estratégico do modal ferroviário para o Brasil

Governo financia concessões ferroviárias, recuperando trechos abandonados (yellowfield) para reduzir custos logísticos e ampliar o escoamento de cargas

Plano de integração sul-americana vai agregar ferrovias e projetos em trilhos
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  • O transporte ferroviário é visto como estratégico para o Brasil devido à sua capacidade de atender cargas de grande volume e longas distâncias, com o apoio de verbas públicas para projetos de melhoria da infraestrutura.
  • O Ministério dos Transportes afirma que o modal pode reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência do escoamento e oferecer uma opção mais sustentável para cargas e passageiros.
  • A Política Nacional de Concessões Ferroviárias prevê não apenas novas ferrovias, mas a recuperação de trechos abandonados ou inoperantes, para depois entrar em fase de operação e manutenção.
  • Esses trechos recuperados se enquadram no modelo yellowfield (infraestrutura pré-existente que requer renovação substancial ou expansão), diferente do greenfield (estrutura nova).
  • Em concessões e parcerias público-privadas, costuma haver uma lacuna de viabilidade, ou seja, a receita isolada do projeto não basta para cobrir todos os custos, justificando investimento público para viabilidade social e logística.

O Ministério dos Transportes reafirma a importância estratégica do modal ferroviário para o Brasil, dadas as grandes distâncias e o volume de cargas. O objetivo é reduzir custos logísticos, ampliar a eficiência do escoamento e oferecer uma alternativa mais sustentável para cargas e passageiros.

A política brasileira prevê não apenas a construção de novas ferrovias, mas também a recuperação de trechos abandonados ou inoperantes. Esse caminho aproxima os projetos do modelo yellowfield, com infraestrutura pré-existente que precisa de renovação substancial.

Além disso, o texto enfatiza que, em concessões e PPPs, a renda isolada pode não cobrir todos os custos. A chamada lacuna de viabilidade explica a necessidade de investimento público para viabilizar empreendimentos social e logisticamente relevantes, mesmo que as tarifas sozinhas não sustentem o projeto.

Modelo yellowfield versus greenfield

Nos yellowfields, há ativos existentes a serem recuperados, com renovação para readquirir funcionalidade econômica. Já os greenfield envolvem construção do zero. A diferença determina estratégias de financiamento e prazos de retorno.

A análise destaca ainda que o investimento público não altera a natureza da concessão, mas viabiliza projetos com relevância social e logística que dependem de apoio estatal para se tornarem contratáveis e financiáveis. Entre os especialistas, está a visão de que esse mecanismo sustenta o ganho sistêmico da infraestrutura.

O estudo cita Leonardo Bruno Pereira de Moraes, que possui diploma de bacharel, mestrado e doutorado em Direito, com atuação em licitações, contratos administrativos e concessões. A análise se baseia em técnicas de direito público aplicadas a infraestruturas de alto impacto.

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