- O pistache é uma oleaginosa com sabor marcante, consumido desde cerca de sete mil a.C.; é rico em fibras, minerais, antioxidantes e oferece saciedade.
- Os principais produtores globais são os Estados Unidos (Califórnia) e Irã, respondendo por cerca de setenta e cinco por cento do mercado; a Turquia fica em terceiro lugar. O Brasil não produz ainda, mas a Embrapa e a Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará estudam tornar o Ceará o primeiro polo produtor.
- As importações brasileiras do pistache atingiram US$ 8,8 milhões em 2023, alta de 97% frente a 2022.
- Pode ser consumido torrado e salgado ou em receitas doces, além de ter aplicações na culinária oriental e italiana; é associado à regulação da glicose no sangue e a benefícios para a saúde.
- O Dia Mundial do Pistache é em 26 de fevereiro; o alimento é uma boa fonte de gordura saudável, proteínas e antioxidantes, e recentemente lojas lançaram itens com pistache, como sobremesas de redes de fast-food.
O pistache está conquistando o mercado brasileiro com sabor marcante e versatilidade na culinária. Consumido desde cerca de 7 mil a.C., ele aparece em pratos doces e salgados, além de fornecer nutrientes importantes à saúde. O consumo mundial cresceu cerca de 35%, segundo a Statista.
A oleaginosa é nativa do Oriente Médio e se destaca pela saciedade, antioxidantes e minerais como magnésio, potássio, ferro e zinco. Em comparação com outras nozes, apresenta menor teor calórico e baixo índice glicêmico, sendo considerado benéfico quando consumido com moderação.
Origens, produção e saúde
O pistache é a semente da árvore Pistacia vera, da família Anacardiaceae. Diversas espécies existem, mas a variedade cultivada mais utilizada é a Pistacia vera. A produção global é liderada pelos Estados Unidos (Califórnia) e pelo Irã, responsáveis por cerca de 75% do mercado.
Embora o Brasil ainda não produza pistache, a Embrapa, em parceria com a FAEC, estuda transformar o Ceará no primeiro produtor nacional. A aposta busca atender demanda interna crescente por esse ingrediente.
Mercado e consumo no Brasil
As importações do pistache no Brasil atingiram US$ 8,8 milhões em 2023, equivalentes a 608 toneladas, configurando patamar recorde. Um levantamento da Vixtra, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, aponta crescimento de 97% em relação a 2022.
O pistache é consumido torrado, salgado ou em receitas doces, como sorvetes, macarons e outras sobremesas. Também aparece em preparações como coquetéis, xaropes e licor, além de integrar pratos de cozinhas diversas.
Uso regional e cultural
Na gastronomia oriental, o pistache é componente tradicional da Baklava e de doces como Halawa. Na Rússia, é comum como snack para acompanhar a cerveja, enquanto na França aparece como aperitivo. Na Itália, encontra espaço na charcutaria e em produtos frios, com destaque para o Bronte DOP na Sicília.
A cidade de Bronte, no Etna, produz pistaches com Denominação de Origem Protegida, reconhecidos como o “ouro verde” da região. A produção local é favorecida pelo solo vulcânico e pela água das nascentes.
Festival e curiosidades
O Festival do Pistache de Bronte ocorre anualmente entre setembro e outubro. O Dia Mundial do Pistache é celebrado em 26 de fevereiro. A palavra pistáchion deriva do grego e significava noz verde na antiguidade.
Entre os benefícios citados estão a presença de gordura saudável, proteínas, fibras e antioxidantes como vitamina E, betacaroteno, luteína e antocianinas. Em porções de 30 g, o pistache entrega cerca de 6 g de proteína.
Destaque comercial
O pistache se tornou um ingrediente cada vez mais presente no varejo e na alimentação fora de casa. O Burger King lançou quatro novas sobremesas com sabor de pistache, apoiadas pela campanha Loucos por Pistache, para ampliar a visibilidade da fruta no cardápio.
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