- O barril Brent está estável nesta manhã, em torno de US$ 95,19 para entregas em junho, com queda de 0,3%.
- Na véspera, o preço já havia subido 5,7% na abertura da semana.
- O mercado espera a segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, perto do fim do cessar-fogo previsto para a noite de quarta-feira.
- O Estreito de Hormuz continua fechado desde o último sábado, com o Irã acusando os EUA de restringirem portos iranianos.
- Hormuz concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima, o que torna o gargalo estratégico para preços e cadeias de abastecimento.
O preço do petróleo manteve a linearidade nesta quarta-feira, com os mercados monitorando a aproximação do fim do cessar-fogo entre EUA e Irã. O Brent para junho recuava 0,3%, cotado a US$ 95,19 o barril às 10h27 (horário de Brasília). Na véspera, o mesmo contrato havia subido 5,7%.
A estabilidade ocorre em meio à expectativa de a segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã ocorrer no Paquistão, antes do prazo do fim do cessar-fogo, esperado para a noite de quarta-feira. Autoridades americanas mostram confiança de que as conversas devem continuar.
Pelo lado do petróleo, o cenário atual também é influenciado pela situação no Estreito de Hormuz, rota que concentra grande parte do trânsito mundial de petróleo. O estreito permanece fechado desde o último sábado, após ações iranianas.
Hormuz e o fluxo mundial
O estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo responsável por cerca de 20% do comércio marítimo de petróleo. Qualquer interrupção amplia pressões sobre preços e cadeias de suprimento globais.
A passagem é regida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que assegura trânsito contínuo e rápido, sem necessidade de autorização prévia. Mesmo não ratificada, a prática é amplamente reconhecida como costume internacional.
O Irã é apontado como obrigado a respeitar regras de passagem em estreitos internacionais, segundo jurisprudência e decisões de órgãos internacionais, fortalecendo a leitura de que o direito de navegação deve ser preservado.
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