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Petróleo volta a rondar US$100 com fim do cessar-fogo no Irã

Petróleo volta a rondar US$ 100 com fim do cessar-fogo no Irã; tensão regional mantém volatilidade e aumenta risco no estreito de Hormuz

Pássaro voa em frente a navio de carga em região próxima do estreito de Hormuz
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  • O Brent operava por volta de US$ 99,49 o barril às 14h30, perto de romper a marca de US$ 100, com máxima de US$ 99,95 no pregão.
  • A proximidade do fim do cessar-fogo temporário entre EUA e Irã sustenta a cautela dos investidores, com Paquistão pedindo prorrogação para ampliar o diálogo.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças militares estão prontas para agir caso as negociações fracassem.
  • O estreito de Hormuz segue com tráfego quase paralisado; apenas três navios passaram pela rota nas últimas 24 horas.
  • Analistas destacam que a volatilidade dos preços tende a continuar, devido à incerteza das negociações e ao fluxo reduzido no estreito. Desde o início do conflito, o Brent acumula alta em torno de 25%.

O petróleo voltou a ficar próximo de US$ 100 nesta terça-feira (21), com investidores atentos às negociações entre EUA e Irã e à proximidade do fim do cessar-fogo temporário entre os dois países. O Brent operava perto de US$ 99,50, após subir mais de 4% na sessão.

A incerteza sobre o conflito no Oriente Médio eleva a volatilidade dos preços. A máxima do dia ficou em US$ 99,95, sem confirmação de retomada de acordo entre Washington e Teerã. O Paquistão, mediador, pediu a prorrogação do cessar-fogo para ampliar o espaço de diálogo.

O contexto atual é marcado pela possível decisão do Irã sobre participar de uma nova rodada de negociações em Islamabad. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Teerã analisa positivamente a possibilidade, ainda sem decisão final. O Irã também indicou que reagirá a qualquer ofensiva.

Enquanto isso, o estreito de Hormuz — passagem de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial — permanece com tráfego praticamente paralisado nesta terça. Dados de navegação apontam apenas três navios que cruzaram a via nas últimas 24 horas.

Especialistas afirmam que as incertezas nas negociações, associadas à dificuldade de normalizar o fluxo no estreito, devem manter a volatilidade dos preços por meses. Mesmo com eventual reabertura, ainda existem dúvidas sobre o retorno completo das operações de transporte marítimo.

A guerra, em sua oitava semana, exerce pressão sobre a cotação do Brent, que acumula alta próxima de 25% desde o início do conflito. A mediação diplomática continua e não houve confirmação de datas definitivas para acordos ou retomada de fluxos comerciais.

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