- A polícia sul-coreana solicitou mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, presidente e fundador da HYBE, por suspeita de negociação fraudulenta de ações pré-IPO.
- As acusações apontam que ele teria induzido investidores a venderem ações da HYBE a um fundo ligado a seus associados em 2019, abrindo a possibilidade de lucros ilegais estimados em duzentos bilhões de wons (cerca de 136 milhões de dólares).
- A investigação começou com uma denúncia no final de 2024; em 2025 houve buscas na Bolsa da Coreia e na sede da HYBE, e Bang já havia sido proibido de deixar o país em agosto de 2025.
- A Embaixada dos Estados Unidos em Seul chegou a enviar uma carta solicitando autorização para que Bang pudesse viajar aos EUA e acompanhar a turnê mundial do BTS.
- A defesa nega as acusações; a decisão de prisão depende da corte, com direito a audiência em até três dias, enquanto o BTS se prepara para a turnê mundial.
O que aconteceu: a polícia da Coreia do Sul pediu, nesta terça-feira, um mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, fundador e presidente da HYBE, empresa responsável pelo grupo BTS. A solicitação foi encaminhada ao Ministério Público do Distrito Sul de Seúl e envolve suspeitas de negociação fraudulenta de ações antes do IPO da HYBE.
Quem está envolvido: além de Bang Si-hyuk, a investigação aponta investidores indevidamente induzidos a vender ações da HYBE a um fundo de private equity ligado a associados dele. A operação teria gerado lucros ilegais estimados em cerca de 200 bilhões de wons.
Quando e onde ocorre: o pedido de prisão é apresentado na capital Seul, em meio a apurações que começaram no final de 2024. As diligências contaram com buscas realizadas em 2025 na bolsa de valores sul-coreana e na sede da HYBE.
Por que está sendo investigado: as autoridades apuram vantagem financeira obtida com declarações relacionadas a produtos de investimento, sob a Lei do Mercado de Capitais, com penas que podem chegar a prisão perpétua ou a pelo menos cinco anos de prisão.
Desdobramentos e contexto: em agosto de 2025, Bang Si-hyuk já havia sido proibido de deixar o país, medida cautelar que limitou seus deslocamentos. A Embaixada dos EUA em Seul chegou a enviar uma carta pedindo autorização para que ele viajasse aos Estados Unidos para acompanhar uma turnê do BTS. A solicitação de mandado foi comunicada após esse movimento.
Posição das partes: a defesa de Bang Si-hyuk, por meio de seu advogado, disse que a medida é lamentável e confirmou cooperação com as investigações, afirmando que continuará esclarecendo os fatos e cumprindo procedimentos legais. O advogado afirmou ainda que a abertura de capital da HYBE ocorreu de acordo com as leis.
Situação atual: a decisão sobre a prisão depende da corte, com direito a audiência em até três dias após a solicitação. A HYBE enfrenta este episódio em meio a turbulências internas, enquanto o BTS retoma a agenda internacional com uma turnê mundial muito aguardada.
Entre na conversa da comunidade