- Renfe abriu concurso para 30 trenes de alta velocidade, com possibilidade de ampliar para 40, em um processo avaliado em 1,362 milhões de euros e com documentos confidenciais.
- As empresas interessadas devem apresentar garantia inicial de 54,8 milhões de euros; propostas até oito de junho e abertura das propostas em nove de setembro.
- A avaliação privilegia a qualidade técnica (setenta por cento) em detrimento do orçamento (trinta por cento); dentro da técnica, quarenta e nove por cento vem de critérios objetivos e dez por cento de juízos de valor.
- Requisitos incluem capacidade para operar a trezentos e cinquenta quilômetros por hora, mínimo de quatrocentos e cinqüenta lugares, além de integração dos sistemas de sinalização ERTMS/ETCS e ASFA; os documentos oficiais permanecem confidenciais.
- Potenciais concorrentes mencionados são Talgo, que analisa os editais, e a Alstom, com o trem Avelia AGV; a Renfe não revelou detalhes, citando estratégia de liberalização do setor.
Renfe mantém foco na qualidade frente ao preço em seu novo concurso de trens AVE, com valor estimado em mais de 4 bilhões de euros e participação de fabricantes como Siemens, Hitachi e Talgo. A licitação envolve 30 unidades, com possibilidade de expansão para 40, e permanece confidencial até o fechamento das propostas.
Os fabricantes estudam o edital para apresentar as melhores versões dos seus trens de alta velocidade. A Siemens oferece o Velaro Novo, enquanto a Hitachi apresenta o ETR-100. Talgo acompanha de perto, avaliando os requisitos técnicos do pliego para possível inclusão de Avril. A Alstom também analisa alternativas compatíveis, como o Avelia AGV.
A competição ocorre em meio a uma crise na operação anterior com Avril, marcada por entregas atrasadas e penalizações. Renfe exige que o trem atinja 350 km/h, tenha boa capacidade e cumpra prazos rigorosos de entrega. A licitação, anunciada pelo ministro de Transportes, Óscar Puente, em 25 de março, mantém sigilo sobre as especificações.
O montante total do pedido pode subir para 1,777 bilhão de euros sem IVA, caso a demanda seja ampliada para 40 unidades. Além do fornecimento, o contrato inclui peças e manutenção, elevando o valor total a cerca de 4,145 bilhões de euros. A abertura das propostas está prevista para setembro, após entrega de garantias de 54,8 milhões de euros.
Renfe já estabeleceu critérios técnicos: os trens devem operar em gauge europeu de 1.435 mm, incorporar sistemas ERTMS/ETCS e ASFA, além de, no mínimo, 450 assentos. A documentação permanece confidencial para não expor estratégias empresariais durante a liberalização do setor. A empresa ressalta que o sigilo visa evitar impactos competitivos.
As regras do concurso permitem candidatura individual ou em consórcios. A data limite para envio de propostas é 9 de junho, com abertura marcada para 9 de setembro. Fontes próximas ao processo apontam que Talgo analisa o edital, enquanto a Stadler está em produção de novas unidades para outras operações da Renfe.
A Renfe exige entregas rápidas: os cinco primeiros trens devem chegar em até 40 meses, com a totalidade da frota em até 78 meses. Um novo trem deve ser disponibilizado a cada 45 dias, conforme as condições contratuais. O edital também contempla a compra de peças e serviços de manutenção sob o mesmo contrato.
Além do AVE, Stadler avança com upgrades para Cercanías de Madrid. O ministro Puente visitou o centro de testes em Albacete, onde os modelos T100 e T200 passam por últimas avaliações antes de entrarem em serviço. O primeiro lote de cinco unidades está previsto para o fim do verão, com 79 trens encomendados pela Renfe por 1,306 bilhões de euros.
O material Stadler para Madrid terá alta capacidade, com até 912 lugares nos T100 e 1.884 nos T200. O T200 combina elementos de piso baixo e de piso elevado, configurando o trem mais amplo em composição única. Essas unidades devem ampliar a capacidade das linhas de Cercanías da Renfe.
Essa renovação de frota faz parte de um esforço para melhorar a mobilidade diária de milhões de passageiros. As negociações e lançamentos ocorrem em meio a ajustes de mercado e pressões por eficiência, mantendo o tom técnico e a busca por soluções que atendam às exigências de velocidade, conforto e segurança.
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