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Trump recua na energia eólica marítima; Brasil vê oportunidade, diz associação

Retirada de contratos de eólica offshore nos EUA abre oportunidade para o Brasil explorar o setor no mar, mas demanda segurança jurídica para investidores

Vista aérea de turbinas de energia eólica offshore na França
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  • A presidente-executiva da Abeeólica afirma que a retração dos EUA na energia eólica offshore abre oportunidade para o Brasil, ainda sem operação comercial no setor no país.
  • Nos EUA, concessões de grandes projetos de energia eólica offshore foram suspensas no fim do ano passado por questões de segurança nacional.
  • O setor onshore brasileiro enfrenta curtailing e prejuízos estimados em cerca de R$ cinco bilhões em três anos, enquanto a regulamentação da lei 15.269/2025 pode trazer segurança jurídica aos investidores.
  • A energia eólica offshore é vista como caminho para o Brasil desenvolver cadeias industriais, com estudos de viabilidade e impactos ambientais que podem levar oito a dez anos.
  • Em relatório recente, o Conselho Mundial de Energia Eólica registrou crescimento global, impulsionado pela China, e o Brasil aparece como potencial líder no hemisfério ocidental caso avance com o offshore.

A associação brasileira ligada à energia eólica aponta que o recuo americano na geração offshore pode abrir oportunidades para o Brasil. A fala partiu de Elbia Gannoum, presidente-executiva da Abeeólica, ao comentar o efeito de contratos cancelados pelos EUA no setor que ainda não opera comercialmente no Brasil.

Segundo Gannoum, o setor offshore, que usa turbinas em ambiente marinho, pode impulsionar cadeias industriais no país e ampliar investimentos. A suspensão de concessões de grandes projetos offshore foi anunciada pelo governo de Donald Trump no fim do ano passado.

No mesmo período, o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) divulgou seu relatório anual, apontando recordes de expansão global. Foram 28,4 mil novas turbinas em 57 países, com 165 GW adicionais de capacidade. A China foi a principal contribuição desse crescimento.

No Brasil, a oportunidade de recuperação aparece diante do recuo nos EUA, enquanto o espaço onshore enfrenta excesso de energia solar no sistema elétrico. O setor eólico onshore responde por cerca de 16% da geração, em meio a cortes de geração por desbalanceamento entre fontes.

Gannoum cita a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos no offshore, especialmente pela complexidade de estudos de viabilidade, licenciamento ambiental e prazos de oito a dez anos para implantação. A nova lei 15269/2025 é sugerida como mecanismo de garantia.

A executiva afirma que o crédito estratégico para o offshore depende de garantias contra prejuízos com o chamado curtailing, quando turbinas são desligadas por falta de demanda. Considera-se essencial a regulamentação para atrair capitals de longo prazo.

Roberta Cox, diretora-presidente da CEM, destaca que o offshore pode impulsionar diversas cadeias, incluindo construção e manutenção de turbinas. Ela ressalta o menor impacto ambiental comparado a plataformas de petróleo como vantagem estratégica.

Na prática, países europeus já lideram offshore, com Reino Unido na dianteira e Espanha na onshore. Cox mencionou que o Brasil tem condições de se tornar referência no hidrogênio verde produzido a partir do excedente de energia offshore, se avançar com planejamento e mercado estável.

Gannoum e Cox seguiram para Madri, para a WindEurope, evento que reúne a indústria eólica europeia. A dupla participa do encontro entre 21 e 23 de abril, em meio a discussões sobre cenários de investimento e tecnologias para o setor.

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