- Os contratos para compra de moradias existentes nos EUA subiram 1,5% em março, para 73,7 pontos, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis.
- Em termos anuais, as vendas pendentes caíram 1,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
- Houve alta nas regiões Nordeste e Sul; quedas nas regiões Oeste e Centro-Oeste.
- As taxas de hipoteca aumentaram em março, com a média da taxa fixa de 30 anos em 6,38% no fim de março.
- A alta das taxas reflete a elevação dos rendimentos dos Treasuries ante as preocupações com inflação associadas ao conflito no Oriente Médio.
Os contratos para a compra de moradias já existentes nos Estados Unidos subiram mais do que o previsto em março, mas o mercado segue pressionado por altas de juros e oferta restrita. O índice de vendas pendentes subiu 1,5%, para 73,7, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR).
Apesar da alta mensal, as vendas pendentes caíram 1,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam avanço de 0,5% para março, reforçando o ritmo acima do esperado, porém ainda marcado pela demanda limitada.
As variações regionais mostraram ganhos no Nordeste e no Sul, áreas mais densamente povoadas, enquanto houve recuos no Oeste e no Centro-Oeste. O efeito da guerra no Oriente Médio contribuiu para a elevação das taxas hipotecárias.
Condições de financiamento e cenário de juros
A taxa média de empréstimo fixo de 30 anos ficou em 6,38% ao final de março, ante 5,98% em fevereiro, segundo a Freddie Mac. O aumento acompanha a elevação dos rendimentos dos Treasuries, reflexo dos temores inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio.
Essa combinação de maior custo do crédito e oferta menor de imóveis continua desafiando compradores e restringindo o crescimento do mercado imobiliário dos EUA. As informações são da Reuters, com base em dados da NAR.
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