- A Wellhub transformou o bem-estar corporativo em estratégia de crescimento, migrando de benefício para ativo na gestão de pessoas e na performance, conforme explicado por Ricado Guerra durante o REP CAST.
- O engajamento nas empresas passou a depender do papel das áreas de recursos humanos, que viabilizam a adesão aos programas e ampliam o alcance, com microculturas no Brasil chegando a quase 40% de adesão.
- O modelo evoluiu além da atividade física, incorporando saúde mental, sono, nutrição e mindfulness, em resposta à pandemia e à digitalização dos serviços.
- A mudança de marca de Gympass para Wellhub foi necessária para ampliar o foco além das academias e sustentar a expansão internacional, eliminando limitações de percepção em mercados globais.
- A internacionalização começou pelo México e alcançou Europa e Estados Unidos, combinando talentos locais e brasileiros para adaptar o modelo a diferentes culturas e acelerar a presença global.
O bem-estar corporativo deixa de ser um benefício para vir a ser um ativo estratégico nas empresas do Brasil. Em entrevista ao REP CAST, Ricardo Guerra, líder da Wellhub no Brasil, descreve a evolução do setor e o impacto na gestão de pessoas e na performance.
A mudança acompanha o comportamento dos profissionais, que passam a priorizar equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Com isso, cresce a demanda por soluções integradas de saúde dentro das organizações, ampliando horizontes para serviços corporativos.
Para Guerra, a riqueza passou a ser qualidade de vida, felicidade e tempo. O objetivo não é crescer a qualquer custo, mas integrar bem-estar aos resultados das equipes.
Bem-estar corporativo como vetor de crescimento
A Wellhub surgiu a partir de um mercado historicamente pouco inovador, ligado a academias. A proposta inicial visava ampliar acesso e criar hábitos saudáveis, abrindo um novo canal de consumo no setor.
Com o tempo, o modelo migrou para o B2B, integrando empresas ao ecossistema de bem-estar. A partir disso, houve ganho de escala, redução de custos e maior dinamismo no crescimento do negócio.
Segundo Guerra, a transição ocorreu ao convencer academias a atuar como plataforma corporativa, em vez de foco apenas no atendimento ao consumidor final.
Engajamento e mudança cultural
As áreas de recursos humanos desempenharam papel central ao facilitar a comunicação com colaboradores e incentivar adesão aos programas. A integração com empresas ampliou o alcance e influenciou a cultura organizacional.
Segundo o executivo, o efeito multiplicador elevou a prática de atividades físicas entre usuários, com resultados superiores aos de países desenvolvidos. Em cada cliente, as microculturas mostram ganhos relevantes.
Expansão para além da atividade física
A pandemia acelerou a digitalização dos serviços, interrompendo o acesso presencial às academias. A Wellhub passou a incluir saúde mental, sono, nutrição e mindfulness, ampliando o conceito de bem-estar.
Essa ampliação acompanha demanda de mercado e envolve saúde emocional nas organizações, reforçando a atuação da empresa como plataforma ampla de bem-estar corporativo.
Guerra aponta que a expansão foi motivada pela oportunidade de engajar mais pessoas em diversos serviços ligados ao bem-estar.
Reposicionamento de marca e alcance global
A mudança de Gympass para Wellhub sinalizou a transição de uma marca centrada em academias para uma plataforma completa. O reposicionamento foi necessário para sustentar a expansão internacional.
A alteração também buscou ampliar a percepção do mercado, principalmente em países onde o antigo nome limitava o entendimento do escopo.
Guerra destaca que, globalmente, a mudança pode ter sido necessária mesmo que houvesse adoção local mais conservadora no Brasil.
Internacionalização e demanda de clientes globais
A internacionalização foi estimulada principalmente por clientes multinacionais que queriam replicar o modelo em outras regiões. A entrada ocorreu inicialmente no México, depois Europa e EUA.
A estratégia combinou talentos locais e brasileiros, facilitando adaptação cultural e eficiência operacional, além de aquisições para acelerar a presença internacional.
Segundo Guerra, clientes sinalizaram que não havia modelos compatíveis em mercados como México, Espanha e EUA.
Cultura interna e performance organizacional
Internamente, a empresa equilibra alta performance com qualidade de vida, alinhando metas ambiciosas a flexibilidade e autonomia. O formato favorece eficiência e engajamento ao valorizar resultados.
Guerra afirma que desempenho está relacionado à qualidade do tempo de trabalho, não apenas à quantidade de horas trabalhadas.
Reputação e consistência no longo prazo
Ao final da entrevista, Guerra ressalta a importância da consistência para a reputação de empresas e lideranças. Construção de confiança ao longo do tempo é vista como determinante para relações duradouras.
Entre na conversa da comunidade