- Apple confirmou a transição de liderança: Tim Cook deixará o cargo de CEO em 1º de setembro de 2026; John Ternus será o novo chefe executivo.
- Em sua gestão, o valor de mercado da Apple subiu de aproximadamente US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões; a receita de 2025 ficou acima de US$ 416 bilhões.
- John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware desde 2001, liderou o desenvolvimento de iPhone, iPad e Mac.
- O movimento ocorre em meio à pressão para avançar na IA generativa, com a Apple enfrentando competição de Google, Microsoft e Meta e o Vision Pro com alcance limitado.
- A empresa mantém previsão de investimentos de cerca de US$ 14 bilhões em 2026 e firmou parceria com o Google, estimada em US$ 1 bilhão por ano, para usar os modelos Gemini na próxima geração da Apple Intelligence e na Siri.
A Apple definiu a transição de liderança, com Tim Cook deixando o cargo de CEO em 1º de setembro de 2026. John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, irá substituí-lo.
Cook assumiu a empresa em 2011. Sob sua gestão, o valor de mercado da Apple subiu de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões. Em 2025, a receita anual atingiu mais de US$ 416 bilhões. O portfólio ganhou produtos como Apple Watch, AirPods e Apple TV, além de ampliar serviços e entretenimento.
John Ternus está na Apple desde 2001 e liderava a engenharia de hardware. Ele participou do desenvolvimento de iPhone, iPad e Mac. Nos últimos anos, a empresa enfrentou desafios em IA e realidade virtual, com o Vision Pro tendo alcance restrito e público nichado.
Contexto da corrida pela IA
A mudança de liderança ocorre em meio à pressão para redefinir a estratégia de IA da Apple. A empresa foi histórica por hardware premium e processamento local para proteger a privacidade, mas passou a reagir lentamente frente a rivais como Google, Microsoft e Meta.
A Apple prevê investimentos de cerca de US$ 14 bilhões em 2026, números que contrastam com grandes aportes de concorrentes voltados à IA. Para compensar defasagens, a empresa assinou uma parceria multianual com a Google, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão por ano, substituindo parte de seus modelos internos.
Após a parceria, os modelos Gemini do Google passarão a embasar a próxima geração da Apple Intelligence e a reformulação da Siri. A empresa sustenta que a colaboração acelera avanços em IA sem abrir mão de privacidade e desempenho local.
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