- Aneel aprovou reajuste médio de oito por cento na conta de luz, atingindo cerca de 35 milhões de unidades ativas, quase 40% dos brasileiros.
- O aumento pode impactar a inflação em 0,3% a 0,4% no mês de aumento, segundo o Gesel.
- Reajustes já aprovados incluem CPFL Santa Cruz (18,89%), CPFL Paulista (12,13%), Energisa Mato Grosso do Sul (12,1%), Coelba (5,18%), Energisa Mato Grosso (6,86%), Neoenergia Cosern (5,40%), Enel Ceará (5,78%) e Energisa Sergipe (6,86%).
- Em consulta pública, Copel pode chegar a 19,2% e Energisa Sul Sudeste a 7,23%.
- A região Sul e Sudeste pode apresentar cenários distintos, com variáveis como uso de recursos públicos e bandeira tarifária.
A Aneel aprovou um reajuste médio de 8% nas tarifas de energia, que deve impactar quase 40% dos consumidores brasileiros. O efeito deve ocorrer ainda neste semestre, seguindo os reajustes já aprovados e os em análise. A estimativa é de que a inflação suba entre 0,3% e 0,4% no mês em que a energia subir, segundo o Gesel.
O grupo de estudos aponta que, em alguns casos, o avanço superou seis vezes o IPC de referência para 2026. A decisão desta quarta-feira (22) abrange distribuidoras relevantes, como CPFL Santa Cruz e CPFL Paulista, que registraram reajustes expressivos.
Reajustes aprovados
Entre as empresas com reajustes confirmados estão Roraima Energia (24,13%), Enel Rio (15,6%), Light (8,6%), CEA Equatorial (3,54%) e Energisa Mato Grosso do Sul (12,1%). Também aparecem Coelba (5,18%), Energisa Mato Grosso (6,86%), Neoenergia Cosern (5,40%), Enel Ceará (5,78%) e Energisa Sergipe (6,86%).
Aneel também confirmou reajustes para outras distribuidoras, como CPFL Santa Cruz (18,89%) e CPFL Paulista (12,13%), que atendem grande parte do interior paulista. Ressalta-se que a Cogeração de energia, uso de subsídios e regras regionais influem nos valores finais.
Observações e impactos regionais
Nível regional aponta variações: Sul e Sudeste apresentam cenários distintos, com uso do UBP pouco presente no Sul e Sudeste, o que pode levar a quedas em algumas regiões. Em outros estados do Norte e Nordeste, o uso do UBP ajudou a manter reajustes em faixas menores para parte das distribuidoras.
O professor Nivalde José de Castro, da UFRJ e coordenador do Gesel, explica que custos de subsídios para fontes diversas elevam o valor final da conta de luz. Ele ressalta ainda que o cenário pode mudar com condições hidrológicas e com a possibilidade de acionamento de usinas termoelétricas.
Em consulta pública
Copel registra reajuste de 19,2% em consulta pública, enquanto Energisa Sul Sudeste projeta alta de 7,23%. Essas propostas aguardam avaliação antes de decidiu definitivo. As mudanças afetam diretamente o custo mensal de energia de consumidores residenciais e comerciais.
Entre na conversa da comunidade