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Bloomberg duvida do sucesso de vendas do Cybertruck de Elon Musk

Relatório indica que SpaceX e outras empresas do grupo Musk compraram boa parte dos Cybertrucks vendidos nos EUA, levantando dúvidas sobre a demanda

Elon Musk durante lançamento do Tesla Cybertruck, no fim de 2019 (Frederic J. Brown/AFP)
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  • Relatório da S&P Global Mobility, divulgado pela Bloomberg, questiona a demanda da Tesla Cybertruck e aponta que empresas ligadas ao grupo teriam comprado parte expressiva dos veículos nos Estados Unidos, inflando os emplacamentos.

  • No quarto trimestre de 2025, a SpaceX comprou 1.279 unidades, acima de dezoito por cento das 7.071 Cybertrucks registradas no período.

  • Outras empresas do ecossistema de Musk, como xAI, Neuralink e The Boring Company, também adquiriram dezenas de veículos, de modo que quase um quinto das vendas daquele trimestre foi para o grupo.

  • A Cybertruck foi lançada com grande expectativa por seu design e recursos, mas analistas indicam que o apelo radical e o posicionamento premium podem ter limitado a adesão de um público mais amplo; sem as compras internas, as vendas teriam ficado menores.

  • Embora não haja comprovação de ilegalidade, a prática levanta questões sobre transparência e percepção de mercado, ressaltando o desafio de transformar o interesse midiático em vendas sustentáveis.

Um levantamento da S&P Global Mobility, divulgado pela Bloomberg, questiona a demanda pela Tesla Cybertruck. O relatório aponta que empresas ligadas a Elon Musk teriam comprado uma fatia relevante dos veículos vendidos nos EUA, elevando os números de emplacamentos.

Conforme os dados, apenas no quarto trimestre de 2025 a SpaceX comprou 1.279 unidades, representando pouco mais de 18% das 7.071 Cybertrucks registradas no período. Outras empresas do ecossistema de Musk, como xAI, Neuralink e The Boring Company, também adquiriram dezenas de veículos.

Na prática, quase um em cada cinco Cybertrucks vendidos no trimestre teria ido para entidades vinculadas ao grupo de Musk. A notícia levanta dúvidas sobre a origem da demanda e a transparência dos números de venda.

Detalhes do movimento de compras internas

A Cybertruck foi lançada com design futurista e promessa de alto desempenho, com carroceria de aço inoxidável e foco em autonomia e capacidades off-road. O modelo teve forte expectativa inicial de reservas desde o anúncio.

Analistas apontam que o apelo estético radical pode ter limitado a adesão de um público mais amplo. Sem as compras internas, o volume de registros poderia ter sido menor, sugerindo demanda abaixo das projeções originais.

Embora não haja indicação de ilegalidade nas transações entre empresas do mesmo grupo, o episódio levanta questões sobre transparência e percepção de mercado. Especialistas destacam o desafio da Tesla em converter o impacto midiático em vendas sustentáveis.

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