- Relatório da S&P Global Mobility, divulgado pela Bloomberg, questiona a demanda da Tesla Cybertruck e aponta que empresas ligadas ao grupo teriam comprado parte expressiva dos veículos nos Estados Unidos, inflando os emplacamentos.
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- No quarto trimestre de 2025, a SpaceX comprou 1.279 unidades, acima de dezoito por cento das 7.071 Cybertrucks registradas no período.
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- Outras empresas do ecossistema de Musk, como xAI, Neuralink e The Boring Company, também adquiriram dezenas de veículos, de modo que quase um quinto das vendas daquele trimestre foi para o grupo.
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- A Cybertruck foi lançada com grande expectativa por seu design e recursos, mas analistas indicam que o apelo radical e o posicionamento premium podem ter limitado a adesão de um público mais amplo; sem as compras internas, as vendas teriam ficado menores.
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- Embora não haja comprovação de ilegalidade, a prática levanta questões sobre transparência e percepção de mercado, ressaltando o desafio de transformar o interesse midiático em vendas sustentáveis.
Um levantamento da S&P Global Mobility, divulgado pela Bloomberg, questiona a demanda pela Tesla Cybertruck. O relatório aponta que empresas ligadas a Elon Musk teriam comprado uma fatia relevante dos veículos vendidos nos EUA, elevando os números de emplacamentos.
Conforme os dados, apenas no quarto trimestre de 2025 a SpaceX comprou 1.279 unidades, representando pouco mais de 18% das 7.071 Cybertrucks registradas no período. Outras empresas do ecossistema de Musk, como xAI, Neuralink e The Boring Company, também adquiriram dezenas de veículos.
Na prática, quase um em cada cinco Cybertrucks vendidos no trimestre teria ido para entidades vinculadas ao grupo de Musk. A notícia levanta dúvidas sobre a origem da demanda e a transparência dos números de venda.
Detalhes do movimento de compras internas
A Cybertruck foi lançada com design futurista e promessa de alto desempenho, com carroceria de aço inoxidável e foco em autonomia e capacidades off-road. O modelo teve forte expectativa inicial de reservas desde o anúncio.
Analistas apontam que o apelo estético radical pode ter limitado a adesão de um público mais amplo. Sem as compras internas, o volume de registros poderia ter sido menor, sugerindo demanda abaixo das projeções originais.
Embora não haja indicação de ilegalidade nas transações entre empresas do mesmo grupo, o episódio levanta questões sobre transparência e percepção de mercado. Especialistas destacam o desafio da Tesla em converter o impacto midiático em vendas sustentáveis.
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