- O Bank of America eleva a projeção para o Ibovespa no fim deste ano de 180 mil para 210 mil pontos.
- A justificativa é a possibilidade de desescalada do conflito no Oriente Médio, que poderia reduzir o preço do petróleo e aliviar custos, favorecendo o cenário para a Selic terminar o ano em 13,25% e chegar a 12,50% em 2027.
- O preço sobre lucro (P/L) do Ibovespa pode chegar a 11,3 vezes, ficando acima da média histórica, em 10,8 vezes, impulsionado por entradas de fluxo estrangeiro em mercados emergentes.
- O crescimento do lucro por ação (LPA) de ações industriais domésticas pode chegar a 27% em 2026 e 20% em 2027, mas há risco baixista com a Selic mantendo-se elevada por mais tempo.
- Os estrategistas destacam que, mesmo não estando barato, há oportunidades, apontando que as petrolíferas contribuíram com quase um terço do aumento de pontos do índice no ano.
O Bank of America elevou a projeção para o Ibovespa no fim deste ano, de 180 mil para 210 mil pontos. A justificativa é um possível recuo do conflito no Oriente Médio.
A equipe de estratégia do BofA, liderada por David Beker, afirma que a desescalada pode derrubar o petróleo, reduzir custos e permitir que o Banco Central encerre o ano com Selic em 13,25%, chegando a 12,50% em 2027.
O P/L do Ibovespa poderia chegar a 11,3 vezes, acima da média histórica de 10,8x, impulsionado por fluxos estrangeiros em mercados emergentes. O cenário depende ainda de evolução macro e financeiros.
Perspectivas e riscos
As projeções indicam ganho de LPA de 27% para ações industriais em 2026 e 20% em 2027, porém há risco baixista caso a Selic permaneça elevada por mais tempo.
Especialistas apontam que as petrolíferas contribuíram com quase um terço da expansão do índice no ano. O Ibovespa subiu 21% no período, while o rendimento médio das ações ficou próximo de 13%.
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