- O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, defende o fim da jornada 6×1 com transição de até noventa dias.
- A expectativa é que a proposta seja aprovada antes do recesso de julho.
- Boulos reconhece que a medida pode aumentar os custos para as empresas.
- Ele acredita que a dinâmica do mercado limitará eventuais repasses aos preços ao consumidor.
- Em setores concorrenciais, não é permitido repasse inflacionário; apenas no setor monopolista não haveria esse limite.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou em entrevista ao Valor que o governo busca aprovar o fim da jornada 6×1 antes do recesso de julho. A proposta prevê uma transição de no máximo 90 dias.
Ele ressaltou que o fim da escala pode elevar os custos para as empresas. Ainda segundo o ministro, a dinâmica de mercado tende a limitar repasses para o consumidor final, em especial em setores com concorrência.
Segundo Boulos, há limite para o repasse de preço em mercados competitivos. O único cenário sem esse limite, segundo ele, ocorrerá em setores monopolistas, o que não se aplica de forma generalizada à economia.
O governo mantém a expectativa de avançar com a medida e indicar prioridade para a aprovação antes do afastamento de julho, sem confirmar impactos específicos sobre o bolso do consumidor neste momento.
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