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BRB capta R$ 3 bilhões com título garantido pelo FGC e ganha fôlego

BRB capta R$ 3 bilhões com DPGE do FGC, fortalecendo liquidez e visando aumento de capital, em operação com Quadra Capital

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza.
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  • O BRB captou R$ três bilhões por meio da venda de um DPGE, título com garantia do Fundo Garantidor de Créditos.
  • O DPGE ajuda bancos de menor e médio porte a captar recursos, com compradores comuns entre gestoras de recursos.
  • Os recursos reforçam a liquidez do BRB, em conjunto com a operação com a Quadra Capital, que transferiu R$ quinze bilhões a um fundo gerido pela Quadra, com pagamento à vista entre R$ três bilhões e R$ quatro bilhões.
  • O presidente Nelson Souza disse que o FGC pode liberar uma linha de empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o aumento de capital, enquanto acionistas aprovaram aporte de até R$ 8,8 bilhões.
  • O aporte busca cobrir o rombo do Banco Master; o cronograma prevê integralização de capital até 29 de maio, com janela para manifestação dos acionistas.

O BRB captou 3 bilhões de reais por meio da venda de um DPGE, título de renda fixa com garantia do FGC. O anúncio foi feito pelo presidente Nelson Antônio de Souza. A operação reforça a liquidez do banco, em conjunto com a parceria com a Quadra Capital.

Segundo Souza, o DPGE funciona como uma venda de CDB com garantia do FGC, oferecendo taxas mais atrativas. O recurso é destinado a aportar fôlego financeiro enquanto o BRB trata de outras medidas de captação.

Detalhes da operação e contexto

A transação com a Quadra Capital envolve a transferência de 15 bilhões de ativos, originados no Master, para um fundo administrado pela Quadra. Parte desse montante será pago à vista entre 3 bilhões e 4 bilhões de reais.

O BRB espera ainda obter uma linha de crédito de 6,6 bilhões do FGC para o aumento de capital. Os acionistas aprovaram, em assembleia, contribuição de até 8,8 bilhões, para cobrir déficits decorrentes de operações com o Banco Master.

Desdobramentos políticos e próximos passos

O governo do Distrito Federal busca alternativas de aporte, já que não dispõe de recursos em caixa. Além da linha do FGC, o BRB avalia imóveis do governo para um fundo de investimento imobiliário e a venda de uma subsidiária.

O aporte de capital deverá ocorrer até 29 de maio, com janela para manifestação dos acionistas antes de integralização. O objetivo é evitar diluição e manter os planos de capitalização em andamento.

Observações finais

O presidente do BRB ressaltou as tratativas com o FGC, que já está no radar da instituição para viabilizar a linha de crédito. A operação, segundo ele, demonstra confiança na continuidade do fortalecimento financeiro do banco diante dos desafios setoriais.

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