- Vendas do Carrefour no 1º trimestre ficaram em 21,1 bilhões de euros, abaixo do consenso de 21,8 bilhões.
- Espanha avançou 3,1% nas vendas, ajudando a compensar parte do desempenho negativo no Brasil.
- Brasil registrou queda de 0,8% nas vendas comparáveis, abaixo da expectativa de crescimento de 0,6%.
- França, maior mercado, teve alta de 1,4% nas vendas comparáveis, com consumidores considerados resilientes até o momento frente ao conflito com o Irã.
- A varejista, que opera no Oriente Médio via Majid Al Futtaim, abriu 88 lojas de conveniência na França no trimestre e as ações subiram desde o início do ano.
O Carrefour informou vendas abaixo do esperado no primeiro trimestre, pressionadas pela queda no Brasil, enquanto o diretor financeiro destacou resiliência dos consumidores na França, seu maior mercado, apesar da guerra com o Irã. A receita consolidada ficou em 21,1 bilhões de euros.
No Brasil, as vendas recuaram 0,8% ante o mesmo período de 2023, puxadas pela elevação das taxas de juros e pelo impacto no poder de compra. Já na França, as vendas comparáveis cresceram 1,4%, uma melhoria em relação ao fim do ano passado.
Na Espanha, o desempenho foi mais robusto: alta de 3,1% nas vendas, ajudando a compensar parte dos resultados fracos do Brasil. Analistas esperavam crescimento de 0,6% no Brasil, o que não foi atingido.
Resultados e custos
O grupo mostrou margens de lucro mais pressionadas, com lucro operacional em 2,6% no ano passado, abaixo de 3,1% em 2021. Pressões de custo aparecem em todos os mercados, em meio a custos energéticos elevados.
Matthieu Malige, diretor financeiro, afirmou que o impacto da guerra no Irã tende a não alterar o comportamento de consumo na França neste mês, e que a inflação de alimentos pode permanecer sob controle este ano.
O Carrefour opera no Oriente Médio via Majid Al Futtaim, com todas as lojas da região abertas e sem problemas de abastecimento até o momento, segundo o executivo.
A varejista informou ainda a abertura de 88 novas lojas de conveniência na França no primeiro trimestre, ajudando a reconquistar participação de mercado após perder clientes para a concorrente E. Leclerc.
Perspectivas e ações
Investidores reagiram positivamente à estratégia de concentração nos mercados-chave — França, Espanha e Brasil — com a valorização das ações de cerca de 18% desde o início do ano. A empresa busca maior competitividade diante do cenário macroeconômico.
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