- Lideranças do sindicato dos cegonheiros se reuniram com o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, no Palácio dos Bandeirantes, para discutir a oscilação do preço do diesel e o impacto no frete e na mão de obra.
- Os contratos com empresas de logística preveem gatilho percentual atrelado ao valor do diesel; se houver alta acima desse patamar, há direito à recomposição do frete.
- Não houve solução anunciada durante a reunião; discutiram possibilidades, citando ainda a hipótese de contenção de custos sem mexer no frete.
- O encontro ocorreu em meio a a expectativa de estabilização do mercado devido a um cessar-fogo citado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que pode influenciar o cenário.
- Foi levantada a preocupação com o “apagão de mão de obra” na categoria, diante do envelhecimento dos motoristas e da falta de interesse das novas gerações em seguir a profissão; o Sinaceg apresentou um projeto de escola de motoristas para formar profissionais.
A liderança dos cegonheiros, responsável pelo transporte de carros zero quilômetro, esteve na tarde desta quarta-feira, 22, com o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, no Palácio dos Bandeirantes. O encontro buscou caminhos para contornar a oscilação no preço do Diesel sem impactar o frete e a oferta de mão de obra qualificada.
Os contratos entre cegonheiros e as empresas de logística preveem gatilho percentual atrelado ao valor do Diesel. Quando o combustível ultrapassa esse patamar, cabe aos cegonheiros recompor o valor ajustado no frete. Participaram da reunião autoridades sindicais e executivos do setor.
Contato com o governo paulista
No Bandeirantes, foram apresentados a Ramuth o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, o vice-presidente da Feiceg, Ronaldo Marques da Silva, e o diretor da regional do Sinaceg em São José dos Campos, Gustavo Carmo. Não houve solução imediata, mas foram discutidas possibilidades para reduzir impactos.
Foi ressaltada a expectativa de resolver a questão sem alterar o preço do frete, visando preservar o consumidor final. A reunião levou em conta fatores de mercado atrelados a um eventual novo cenário internacional.
O vice-governador demonstrou preocupação com o possível “apagão de mão de obra” entre caminhoneiros, atribuído ao envelhecimento do perfil dos profissionais e à menor adesão de filhos à atividade. A pauta envolve manter o número de motoristas necessários para o transporte de veículos.
O Sinaceg apresentou um projeto de criação de uma escola de motoristas, com foco na formação de profissionais para o transporte de carros zero. A ideia é antecipar a demanda futura e qualificar o quadro existente, segundo as lideranças do setor.
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