- Florisvaldo Machado Gonçalves assume, nesta quarta-feira, 22, a Superintendência-Geral da CVM em caráter interino, substituindo Alexandre Pinheiro dos Santos.
- O cargo envolve supervisionar e coordenar as outras superintendências, com avaliação de que setores cuidam de fundos e do mercado de capitais estavam com processos soltos.
- A nomeação ocorre em meio a reestruturação na CVM, após trocas na Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários e na Superintendência de Supervisão de Investidores Institucionais.
- O presidente da CVM, João Accioly, defende melhorias na governança, mesmo com a instituição em formato reduzido, com apenas duas diretorias ocupadas.
- Para a presidência, foi indicado Otto Lobo, com apoio de lideranças do Centrão e de Igor Muniz; a apreciação pela CAE ainda não tem data.
O inspetor federal Florisvaldo Machado Gonçalves assume nesta quarta-feira (22) a Superintendência-Geral da CVM. Ele chega em regime interino para coordenar as áreas da autarquia após a saída de Alexandre Pinheiro dos Santos, anunciada no mês anterior. A nomeação ocorre no contexto de mudanças na gestão da própria CVM.
A indicação tem como função principal supervisionar as demais superintendências e organizar processos que vinham apresentando fragilidades em setores como fundos de investimento e mercado de capitais. Em meio à avaliação, a Casa Civil ainda precisa aprovar a permanência definitiva de Machado no cargo.
Antes da confirmação de Florisvaldo Machado, o presidente da CVM, João Accioly, já promoveu trocas nas diretorias de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) e de Investidores Institucionais (SIN). Cláudio Maes substituiu Março Velloso na SIN, e Egmon Henrique de Oliveira Costa assumiu a SMI, substituindo André Pássaro.
As mudanças são entendidas como parte de uma reordenação interna sob críticas à governança da autarquia. Servidores apontam que as duas superintendências citadas acompanham operações de aporte de capital em fundos usados para mascarar operações de instituições financeiras, incluindo casos ligados ao Master.
Accioly confirmou à coluna que está promovendo uma espécie de reestruturação, mesmo com o cargo interino. A agenda do presidente visa melhorar a governança da CVM, em meio ao esvaziamento da instituição, que tem apenas duas das cinco diretorias ocupadas, aguardando sabatina no Senado.
Para a vaga de presidência, foi indicado Otto Lobo, com resistência da equipe econômica, mas apoio de lideranças do Centrão e de Igor Muniz, que deve assumir uma das diretorias. Caso a indicação de Lobo avance, Accioly retornaria a uma das diretorias da CVM.
Ainda não há data definida para a análise dos nomes pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A expectativa é que a tramitação ocorra após a formalização dos nomes no pleito interno da Câmara. A pauta, porém, permanece sem prazo definido.
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