- Empresas têm postergado emissões de renda fixa, como letras financeiras e debêntures, no mercado local.
- A baixa demanda e a aversão ao risco dos investidores são as principais razões para o adiamento.
- Juros elevados, pressão inflacionária global e a guerra no Irã ajudam a manter a cautela no mercado.
- Novos casos de reestruturação de empresas também contribuem para o adiamento de emissões.
- a informação foi apurada pelo Valor.
Operações de renda fixa no mercado local têm sido postergadas por demanda fraca. Letrças financeiras e debêntures ficam em suspensão enquanto investidores permanecem cautelosos, diante de juros elevados e de incertezas macroeconômicas.
O que desperta a cautela é a expectativa de juros mais altos por mais tempo, aliada à pressão inflacionária global. A guerra envolvendo o Irã é citada como um fator adicional de volatilidade e incerteza.
Quem está envolvido? Empresas que pretendiam realizar emissões de dívida, mas que adiam as operações por falta de demanda no mercado.
Quando aconteceu? O retrabalho de emissões vem se acelerando ao longo dos últimos meses, com novos casos de reestruturação corporativa surgindo no radar.
Onde ocorre? No mercado doméstico de renda fixa, com operações de letras financeiras e debêntures comprometidas pela menor procura.
Por quê? A combinação de juros elevados, riscos geopolíticos e reestruturações tem reduzido o interesse dos investidores, levando empresas a adiar planos de captação, segundo apuração do Valor.
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